Frase de BEATRICEE KARLA LOPES
O MORTO RIO VIVO Era uma vez o nosso Rio Preto... De águas tranquilas e escuras de lanolina, onde banhávamos com alegria. Ali, em meio a família, nós nos divertíamos. Chegávamos em casa e não lavávamos os nossos cabelos, para que a lanolina permanecesse neles e os hidratasse com sua preciosa propriedade. Quão saudável era aquele banho de água doce! Bom para pele, bom para o cabelo, bom para a alma. Saudade desse Rio Preto morto pelo homem; Saudade de afundar meus pés na areia macia que ali existia; Saudade de ver os moleques atrevidos saltarem da ponte para se aventurar nas águas desse tesouro; Saudade de brincar de correr de um fantasma jacaré que diziam que ali havia; Saudade do churrasquinho que papai fazia na beira do chamego Rio Preto lá no antigo Camping, que por sua vez nos recepcionava com um sorriso que só as crianças viam; Saudade de correr em suas margens e catar os restinhos de lixo para levar de volta para casa, só para deixar o “meu riozinho” limpinho do jeito como chegamos de manhã cedinho para passar o dia com ele e só sair ao entardecer. Saudade... Só saudade do morto Rio Preto que ainda vive dentro do meu ser e que lá no seu lençol freático ainda luta pra viver. 24/01/2017
No pensador.ai desde