Frase de Jeyne Stakflett
Sob o céu cinza e molhado da cidade, Odores de almas abandonadas, Mulheres tristes, como tardes encharcadas, De uma cidade cheia de gente perdida, E outras que nunca foram encontradas. Um espaço que se move, dissimulado, Ela veio, mas nada mudou, A nave parada no vasto espaço, A estrela quase se apaga, no fracasso. Hoje mesmo, sob o céu de cinza, Vi uma estrela, no contraste da sala Grande Otelo, Parecia triste, como atriz em desgraça, Era a faísca que acendeu meu olhar sem selo. Olhos que amaram, mas não foram amados, Tentaram se encaixar na máscara requerida, Ela veio só com a alma revelada, Esqueceu a fala, quis ser a própria vida. Ela derramou uma lágrima, silenciosa, Dor contida na língua de guerra, No fronte, firme, em sua causa silenciosa, Enfrentando a batalha verdadeira. Sob o mesmo céu de chuva, molhado, Ela era a gota que cai do céu, Na terça-feira cinematográfica, em pranto, A estrela ruiva, com voz, corpo, alma e fala.
No pensador.ai desde