Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
TARDES DO CERRADO É o entardecer no cerrado das tardes de todo dia Solitário no silêncio, chega à noite e, o olhar tardia Se tarde é, todavia, o tardar apressa a hora vazia Enchendo de quimeras a noite que no céu sombria E no breu do tal entardecer que a noite tão pedia O sol no horizonte abrasa-se e o adormecer regia Nos galhos tortos, recria, tal qual o poeta na poesia Em um entardecer rubro, árido e de aspereza fria Vem a tarde, chega à noite valsando em melancolia Onde o vento entre as secas folhas no tardar rodopia E o tempo e saudades no peito se fazem em sinfonia Pra haver outra tarde, outra noite, haver outro dia Sem saber se é pranto, choro ou remia que prazia Adentro no entardecer do cerrado que a noite espia Com seu luar gigante, reluzente que o denso lumia Vai-se a tarde, num lusco e fusco, e a coruja pia... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Março, 2017, 18'00" Cerrado goiano
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
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