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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

TARDES DO CERRADO É o entardecer no cerrado das tardes de todo dia Solitário no silêncio, chega à noite e, o olhar tardia Se tarde é, todavia, o tardar apressa a hora vazia Enchendo de quimeras a noite que no céu sombria E no breu do tal entardecer que a noite tão pedia O sol no horizonte abrasa-se e o adormecer regia Nos galhos tortos, recria, tal qual o poeta na poesia Em um entardecer rubro, árido e de aspereza fria Vem a tarde, chega à noite valsando em melancolia Onde o vento entre as secas folhas no tardar rodopia E o tempo e saudades no peito se fazem em sinfonia Pra haver outra tarde, outra noite, haver outro dia Sem saber se é pranto, choro ou remia que prazia Adentro no entardecer do cerrado que a noite espia Com seu luar gigante, reluzente que o denso lumia Vai-se a tarde, num lusco e fusco, e a coruja pia... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Março, 2017, 18'00" Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano