Frase de Júlio Augusto Torto
E ela dormiu, Num sono profundo partiu Sem tristeza nem dor Foi-se embora meu amor. A saudade que fica Lembrança nos traz, Assim quis o destino Só peço que vá em paz.
No pensador.ai desde
E ela dormiu, Num sono profundo partiu Sem tristeza nem dor Foi-se embora meu amor. A saudade que fica Lembrança nos traz, Assim quis o destino Só peço que vá em paz.
No pensador.ai desde
Deixe me pousar em tua flor Causar desejo e ardor Que o mundo segue sem endereço
Deixe me pousar em tua flor Causar desejo e ardor Que o mundo segue sem endereço Quero tocar - te com frescor. Num sucinto espaço se encaixar, Acariciar, Transbordar, Eu quero amar! Amar como se não pudesse esperar. Sentir as partes entregues, Não querendo se soltar. Ah, isso, amar! Não me deixe esfriar, Como um vulcão Latejando a derramar Estarei molhado, em chamas, até que eu possa secar. Me esgotarei de repente, e então numa só pulsão Sonharemos em um novo recomeçar!
Um passo de cada vez Recupera - se o fôlego E sem demora depois de curvas fadigosas.
Um passo de cada vez Recupera - se o fôlego E sem demora depois de curvas fadigosas. Pronto. Um ar de gratidão. Sentir - se como um pássaro Ainda pequinino, ao encontro da imensidão 'Vôo - me' no chão querendo transpassar fronteiras. E nesse instante, somente nesse Não pensar na podridão.
Se eu pudesse mandar um recado pra minha terra, diria com o coração apertado e cheio de lembrança: Querida Rio Verde das abóboras,
Se eu pudesse mandar um recado pra minha terra, diria com o coração apertado e cheio de lembrança: Querida Rio Verde das abóboras, Hoje me peguei lembrando do menino Júlio – o "Julin", "fi" da dona Gilza, neto da "véia" Tieta. Nasceu e cresceu onde tudo parecia possível, mas quase nada se podia para o povo humilde daquele solo — um velho retrato da botina suja de poder. “Como, agora, olvidar-me de ti?” — verso do hino que ainda ecoa no meu lamento. Saudoso, jamais esquecerei do que vivi. E é mesmo estranho sentir saudade de um lugar marcado por dor e violência, mas mesmo com tudo isso, eu olho pra você hoje e digo com orgulho: Que bom te ver melhor, Rio Verde!
Um dia me perguntaram o que era o amor. Numa reflexão rápida, quis me limitar a dizer que o amor é uma coisa só... Pensei em uma pessoa que amo muito e afirmei, com convicção, que amor é admiração — como se um "eu te amo" fosse, na verdade, um "eu te admiro", só que com mais int…
Um dia me perguntaram o que era o amor. Numa reflexão rápida, quis me limitar a dizer que o amor é uma coisa só... Pensei em uma pessoa que amo muito e afirmei, com convicção, que amor é admiração — como se um "eu te amo" fosse, na verdade, um "eu te admiro", só que com mais intensidade. Mas então me veio à mente outra pessoa que também amo, e percebi que o sentimento era outro. Vieram, então, palavras como cuidado, compromisso, afeto, liberdade — e todas elas também fizeram sentido. Entendi que o amor se fragmenta nas relações pessoais e singulares (romântico, materno, fraterno, amizade...), assumindo maior ou menor importância na vida de cada um, conforme suas vivências. Sigo sem saber a resposta exata — e às vezes falho ao reconhecer o amor por algo ou alguém, fruto das minhas próprias expectativas. Um erro. Porque, embora o amor me apareça como um emaranhado de sensações, acredito que ele só existe a partir da verdade.