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Outras frases de Ednar Andrade

É Natal o ano inteiro Então, não é que seja Natal. Você teve 365 dias para desejar o bem, ser feliz, fazer feliz também... amar, dizer que ama, dar presentes, distribuir sorrisos... Louvar ao Criador, agradecer a benção de Jesus ser o Senhor. Mas só em dezembro você resolve dize…
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É Natal o ano inteiro Então, não é que seja Natal. Você teve 365 dias para desejar o bem, ser feliz, fazer feliz também... amar, dizer que ama, dar presentes, distribuir sorrisos... Louvar ao Criador, agradecer a benção de Jesus ser o Senhor. Mas só em dezembro você resolve dizer tudo isto? O aniversariante, este não é aplaudido? O que mais importa é o valor do seu vestido? Por isso e por tudo isso, para mim o ano todo é Natal. Amo a todos o ano inteiro, desejo o bem a qualquer um. Façamos assim: a felicidade, o bem querer, a bondade, o amor, não apenas em dezembro deve nascer. E sem mais, declaro que ele veio para mim e para você. Então, é Natal? O que é o Natal? A ceia? O cartão de crédito? A mesa farta? A roupa nova? O Natal poderia ser... Não direi, diga você! Por que para mim, o ano inteiro, a vida é o renascer.

Sépia Estou com cara de fotografia em sépia; Com saudade do verde…
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Sépia Estou com cara de fotografia em sépia; Com saudade do verde… Da minha casa… Do vento, da paz. “Estou em sépia”. Quero ser beijada pelo vento, Tocada pelo Sol da tarde. Quero sentir o cheiro verde do mar, Deixar que o entardecer me envolva de prazer… Estou como uma folha, Como uma folha seca, Caída e esquecida no bosque da minha vida, Esperando a Primavera chegar Com seus florais de mil cores… E minhas tardes… Perfumar. Estou em sépia e sou o outono antecipado; O silêncio morno do Deserto E o meu olhar tem o açoite do tempo; O murmúrio das ondas E um poema largado.

Homo Libris O homem carrega dentro de si um livro, Alguns com páginas jamais editadas...
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Homo Libris O homem carrega dentro de si um livro, Alguns com páginas jamais editadas... Alegrias derramadas, sofrimentos contidos, O homem carrega dentro de si o seu próprio livro. Entre verdades e fantasias, Seu habitado mundo Pode ser seu próprio sepulcro. Homem, bicho que pensa. Escreve, arquiteta seu destino; Feito para amar e mata; Feito para beijar; maltrata. O homem, arquitetura de Deus; Obra feita com graça; Órfão ruim, largado na desgraça. Homem, tradução imperfeita Do seu absoluto e reticente ser É de si cruel e capataz. Condenado está de si mesmo; Sentencia-se por pura opção: A ser feliz ou viver em vão. Escreve tantas vezes, Com letras invisíveis, histórias negras. Em sua secreta alma habita o anjo Do bem ou do mal E com ele bebe fel, destila veneno E perde a própria essência... Mas há também o homem, Aquele raro homem, Que ao seu anjo atende, Desfaz-se em amor E vive contra qualquer sorte Na guerra de vencer O seu anjo da morte.

Uma história Desliza no ar um véu cinzento, Em algum lugar toca um sino…
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Uma história Desliza no ar um véu cinzento, Em algum lugar toca um sino… “Toca um sino”! Um homem faz a mochila, Uma mulher passa o café, Uma criança pede a mamadeira, Muitos sobem uma ladeira, Outros descem na volta, As máquinas vão silenciando, Despede-se o operário, O mestre reserva as ordens… O gato cochila e dorme… Ou mia comemorando a noite que já vem vindo. O gado muge enfadado… Os animais se aconchegam. Agora o véu é mais denso, E a moça então se perfuma, sente-se mais bonita. O rapaz assobiando caminha pensando na namorada, As escolinhas vazias ficam sem a criançada… É que está vindo num açoite, silenciosa, a noite… E eu fico mais inspirada