Frase de Alan Peterson
Não deixe que seus sonhos façam parte apenas do seu momento de insônia
No pensador.ai desde
Não deixe que seus sonhos façam parte apenas do seu momento de insônia
No pensador.ai desde
O Salmo do Descanso Eterno Senhor, proteja este corpo que não foi feito para o fardo, Afasta de mim o despertador e todo trabalho que seja árduo.
O Salmo do Descanso Eterno Senhor, proteja este corpo que não foi feito para o fardo, Afasta de mim o despertador e todo trabalho que seja árduo. Livra-me da entrevista, do currículo e da seleção, E que eu nunca caia na tentação da tal "prospecção". Pai, Te peço com fé, num clamor quase mudo: Que nenhuma porta se abra, que o cadeado segure tudo! Se uma vaga surgir, que o RH perca o meu contato, Que o LinkedIn trave e que o Wi-Fi morra no ato. Se alguém vier falar em "vestir a camisa" e "suar", Dê-me forças, Senhor, para eu nem do lugar me levantar. Que a semana transcorra num eterno e doce cochilo, E que minha única meta seja manter o meu estilo tranquilo. Barre todo convite que me exija prontidão, Pois meu corpo é de descanso e minha alma é de folgação. Que o sustento venha por sorte, por herança ou por acaso, Pois para o trabalho, Pai, eu sempre estarei cansado. Que a rede balance e que o sol não me frite, E que, se o emprego bater, meu santo logo o evite, Amém.
O Delito da Devoção Não houve porta arrombada, Nem alarme a disparar,
O Delito da Devoção Não houve porta arrombada, Nem alarme a disparar, Pisei em ponta de pés, Só para não te acordar. Fui gatuno experiente, No silêncio da mansão, Levei o que era mais caro: O cofre do teu coração. Agora sou fugitivo, Condenado ao teu querer, Pois quem rouba um amor assim, Vive preso ao prazer.
O Herdeiro da Solidão O teto desaba, o silêncio me consome, Sussurro ao vento o teu doce nome.
O Herdeiro da Solidão O teto desaba, o silêncio me consome, Sussurro ao vento o teu doce nome. Manchei o manto que era imaculado, Por um capricho, um erro vão, pecado. Olho a cama, o lado agora vazio, Onde o calor deu lugar ao estio. Joguei ao vento o meu maior tesouro, Troquei a paz por um falso ouro. Ela partiu com a alma em pedaços, E eu fiquei preso em meus próprios laços. Onde havia riso, hoje reina o luto, Do meu erro amargo, eu colho o fruto. Choro no escuro o que eu mesmo destruí, Pelo caminho em que me perdi. O lar se cala, o tempo me condena, Viver sem ela é a maior das pena
Vinho, Viagem e Volúpia Na mão direita, o brilho intenso da taça de vinho, Na esquerda, o veneno que traça o caminho.
Vinho, Viagem e Volúpia Na mão direita, o brilho intenso da taça de vinho, Na esquerda, o veneno que traça o caminho. O gole é lento, o efeito é puro fogo e desejo, Enquanto o pescoço se curva ao rigor do meu beijo. A respiração profunda denuncia o que a pele sente, Um arrepio que sobe e domina a mente. Nossos corpos se moldam em um encaixe perfeito, Onde o mundo lá fora se perde no vão do meu peito. Entre tapas e carícias, o instinto se faz soberano, Navegamos sem pressa nesse mar oceano. O olhar me atravessa, a alma se despe por inteira, No ritmo voraz de uma entrega sem fronteira. Promessas sussurradas no ápice do delírio, Onde o toque suave se torna martírio. Teu corpo me chama, o suor é o nosso batismo, E nos perdemos juntos na borda desse abismo. O ápice explode no eco de um som profundo, Um gemido que para o relógio do mundo. Enquanto eu te possuo e o prazer nos inflama, O "eu te amo" escapa no calor da nossa cama.