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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SONETO QUE TE DOU Escute este soneto que te dou, cerrado o fiz sob o céu com o olhar envolvido o coração aturdido no pasmo prendido versos os farei, pra ti, chão articulado Se são poucos para lhe ser servido hei de fazê-los pra te ser anunciado poema dum sublime a ser mediado de suas variações que aqui alarido São sons repletos do vário, moldado nos cascalhados e no vento corrido entre arbusto de esgalho aveludado Versos meus, os faço seus, provido de admiração, dum sertão alumiado onde o diverso no cotidiano é vivido © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2017, junho Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano