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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SONETO À ARAGUARI Os pés da infância de te é distância O olhar ainda em ti é de lembrança Que veem e choram na sua fiança Dentro do peito com significância És cidade mãe, de minas a aliança Em ti sou vinda, a mim és rutilância De alusão, quimeras e substância Desenhando e roteirizado herança Vida que morre, é tal, a vida que vive Caminhando comigo, assim, mantive A minha história, que eu nunca perdi Menor dos meus desejos, de te tive Boas memórias, em ti sempre estive És flor na lapela: altaneira Araguari! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Agosto de 2016 Cerrado goiano 128 anos de Araguari (MG)

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano