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Frase de Milton Rivaldo

Insoluvel Ardo sobre brasas insistentes, A silaba produz medo, As asas de um morcego revoam na noite triste. Perdido em estradas bifurcadas, Não sinto minhas mãos, Não tenho fome, Não tenho sede. Curvo-me diante do calor inclemente, Meu coração explode a cada crepitar do fogo, Os diabos travestidos de pessoas, sorriem, Enquanto uma adaga recurva ameaça arrancar meu pescoço. Desde há muito o meu inferno foi projetado. Toda a alegria despendida diante da beleza, Gorou como um vento improdutivo, Como se as mulheres não passassem de objetos, Insanos, Corrosivos, Apenas nascidas para provocar a dor!... Postado por milton às 18:07

Milton Rivaldo

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Pensador.com

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Outras frases de Milton Rivaldo

Fogo, o fogo... O paraíso Por isso
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Fogo, o fogo... O paraíso Por isso Precisa para isso O contraponto do inferno Por isso o paraíso Imaginado como único Decompõe-se em vários E tudo o que foi dito Reverbera as sombras De outras ideias Complexas Corrompidas Das maçãs desprezadas Por isso e para que isso ocorra O paraíso Nunca o será Para isso Só O paraíso integrará outras formas Como por exemplo Um raio E depois Por isso Tudo poderá ser destruído... Postado por milton às 08:05

esperança... Não há matéria Não há sopro
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esperança... Não há matéria Não há sopro O que está aqui é o halo A presença fluídica A gota que me acaricia O sentido da palavra de ontem Os pés tocando o chão A imagem dos teus olhos... Não há presença real Embora o que está aqui transcenda Vá além do real E se mescle com meu espírito Que congraça a pele O seio O prelúdio da esperança... Postado por milton às 13:04

Brasiiiiiiillllll Todos os peixes e pássaros Dançam iluminando meus olhos
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Brasiiiiiiillllll Todos os peixes e pássaros Dançam iluminando meus olhos As corujas da noite Os abutres com asas ávidas Os galinheiros produzindo em série Fartam a mesa de estrangeiros E os meus olhos iluminam um cotidiano do avesso As misérias As favelas O menino encardido As mãos pedintes Turvam a minha visão com sangue A mulher caótica Noite à dentro Desfia filhos quatro por quatro O lixo publicado O arroz com feijão sem prato A casa sem esgoto Diante destes meus olhos impudentes A raiz antiga Digerindo a mesma ambição Do rico cada vez mais rico E do pobre iludido Cavando a terra que não lhe acolherá Nem o redimirá do sofrimento Com olhos da indiferença A palavra vendida como remissão O pouco caso A víscera exposta no ensino O sino O sino sem destino Das religiões enganadoras Sem olhos que as condenem O serviço mal remunerado A educação enfastiada A violência estimulada No breu De olhos indiferentes Esses focos de encenação Congressual Judicial Invertem o homem que quer pão E só recebe pão Pão/pão seco Sem remédios para curar seus olhos em chagas À vista das lavouras do entretenimento Os privilégios enganam O peão sente-se também dono Nas novelas E encolhido vê o filho morrer de tiro Os ovos As asas As pessoas São miragens sem sentido Distribuídas ao arbítrio desses poucos Que conseguem enxergar o mundo cor de rosa Sem amanhã meus olhos estão fechados Não respiro Não amo O veio foi coberto O mistério é incompreendido: Quem pode viver sem estar vivo? Postado por milton às 08:32