Frase de Milton Rivaldo
Brasiiiiiiillllll Todos os peixes e pássaros Dançam iluminando meus olhos As corujas da noite Os abutres com asas ávidas Os galinheiros produzindo em série Fartam a mesa de estrangeiros E os meus olhos iluminam um cotidiano do avesso As misérias As favelas O menino encardido As mãos pedintes Turvam a minha visão com sangue A mulher caótica Noite à dentro Desfia filhos quatro por quatro O lixo publicado O arroz com feijão sem prato A casa sem esgoto Diante destes meus olhos impudentes A raiz antiga Digerindo a mesma ambição Do rico cada vez mais rico E do pobre iludido Cavando a terra que não lhe acolherá Nem o redimirá do sofrimento Com olhos da indiferença A palavra vendida como remissão O pouco caso A víscera exposta no ensino O sino O sino sem destino Das religiões enganadoras Sem olhos que as condenem O serviço mal remunerado A educação enfastiada A violência estimulada No breu De olhos indiferentes Esses focos de encenação Congressual Judicial Invertem o homem que quer pão E só recebe pão Pão/pão seco Sem remédios para curar seus olhos em chagas À vista das lavouras do entretenimento Os privilégios enganam O peão sente-se também dono Nas novelas E encolhido vê o filho morrer de tiro Os ovos As asas As pessoas São miragens sem sentido Distribuídas ao arbítrio desses poucos Que conseguem enxergar o mundo cor de rosa Sem amanhã meus olhos estão fechados Não respiro Não amo O veio foi coberto O mistério é incompreendido: Quem pode viver sem estar vivo? Postado por milton às 08:32
No pensador.ai desde