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Frase de Maria da Penha Boina

Prostração Os teus olhos estão vermelhos. E por que choras? Perdeste o teu amor? Já refletiste porque perdeste? Achou que tiveste dado tudo de ti Mas não foi o suficiente? Agarraste no inútil pensamento Que o concebido Já era teu? Agora achas que ao trocar as fotografias dos porta-retratos Trará as forças para esquecer? Olhará para ele O quê verás? Não será a nova foto que irá entrar pelas retinas de teus olhos É a que já está registrada nos teus neurônios. E todo o enxoval que te acompanha Terás de queimar ou quebrar? Faça todas as tuas cenas por agora Destroçando tudo o que é material. Estás a te sentir mais leve? Mas não imaginas que em breve Tudo que colocares na tona Irás desaparecer nos rios de Goa Levados ao mar. Com o tempo e o oceano revolto Devolverá os pertences Devastados nas areias das praias. Em todas elas encontrarás os pedaços E toda a fantasia recomeçará. Não, não é bem assim que te livrarás. Acho que perdeste o senso Não poderás reduzir a cinzas as memórias De tudo o que te fez sonhar.

Maria da Penha Boina

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.