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Frase de Willian Menin

⁠Em um mundo não muito longe daqui a morte caminhou sobre a terra, com sua pele pálida e seus cabelos negros que se confundiam com a noite, tudo que existia devia se encontrar com ele. então, afastaram se dele. Destinado a ficar sozinho, o pobre homem decidiu mudar seu destino. Um belo dia estava a caminhar por uma linda floresta e adentra em uma cabana solitária, porém muito amigável, apreciando a modéstia casa com sua maravilhosa mobília de madeira, se depara com um menino abraçado ao pai no chão. E em um momento de descuido, a morte se revela ao menino o qual ao invés de fugir como todos, enfrentou-a, em posse de um machado afiado, o mesmo que seu pai usava em seus dias bons. -O que faz aqui? -perguntou o menino assustado. -Estava apenas de passagem - replicou a morte calmamente. O menino não pensa duas vezes e avança sobre a entidade encapuzada a sua frente erguendo seu machado ao alto. A morte surpresa, resolveu fazer a coisa mais inimaginável possível, ao invés de desaparecer como sempre fazia, se manteve-a frente do menino, recebendo um golpe certeiro de seu machado, o dividindo-o em dois, bem ao meio. Aos olhos do menino aquela entidade o qual ele acertará, desapareceu diante de seus olhos, e já a morte que agora estava dividida, resolveu se manifestar da melhor forma que achou apropriado, utilizando dois opostos, a ovelha e o lobo. Tendo sido dividido igualmente, a morte que antes só, agora passa a ser duas. A ovelha entendedora das emoções, contudo não as sente, e o lobo que as sente, porém não as compreende. A ovelha dá um abraço confortável a aqueles que aceitam a morte de bom grado, e o lobo com seus dentes afiados, dá uma morte lenta e dolorosa a aqueles que não os aceitam ou tentam engana-los. Muitos anos se passaram desde aquele dia, e agora nossa dupla estava de passagem mais uma vez por aquele mesmo bosque, agora com menos árvores em volta da modesta casa, sobre um dos troncos embrenhado estava o machado que outrora havia o divido em dois. O menino havia se tornado um excelente lenhador. Estranhando o porquê de o destino tê-los trazido até ali, encontram o menino que agora já é homem amarrando uma corda sobre uma árvore, a única que ele não cortou ao redor de sua casa. O homem estava procurando uma fuga de seu sofrimento e quando atou o último nó, no meio de um suspiro e outro escutou uma voz em sua mente. "Entendemos a sua solidão, mas... - disse a ovelha. Fique longe. – Completou o lobo rosnando." E então o homem olha para trás assustado e por segundos ele consegue ver os dois a sua frente o encarando, e de um piscar de olhos sumiram de sua vista. Restando apenas barulhos de mato sendo pisoteado ao longo do bosque, decidiu correr atras do som, chegando até uma clareira, onde mais uma vez ele consegue ver as entidades que o visitaram, estavam a encarar uma rosa comum de jardim, ao se aproximar mais pode ouvir eles conversando. "- a beleza definha, por isso que é bela. - falou calmamente a ovelha antes de desaparecerem por completo." O homem então percebe que abraçar a vida é aceitar a morte, decidido a viver bem a sua vida pois o final será sempre o mesmo. Retorna a sua casa, pega umas roupas, tirar umas tábuas do assoalho e pega as economias que ali havia guardado, na saída não esquece de empunhar seu machado, e assim o homem solitário vai ao mundo em busca de um lugar melhor. Por fim o homem consegue um emprego na cidade como carpinteiro, conhece uma bela mulher com a qual tem belos filhos, vivendo uma vida próspera e feliz, poderia ficar horas citando o dia a dia deste homem que encontrou sua razão de viver, mas não é sobre a vida que se trata esse texto, então pularemos para uma tarde fria de outono, mais precisamente ao final da tarde, seu machado que sempre o levou a diante agora não tem mais vez, perdeu sua ponta de ferro e deu lugar a uma haste de apoio para seu braço, mas naquela tarde isso também não importava, O lenhador estava descansando na varanda em uma simples cadeira de balanço, seus filhos brincavam logo a frente, brincando com mascaras entalhadas por seu pai em madeira, um Lobo e uma Ovelha, um correndo atrás do outro, como uma caçada eterna. enquanto isso, o jovem lenhador tentava acender seu cachimbo com a mão um pouco tremula, devido a idade apenas, não por medo. Entre uma puxada de seu cachimbo e as risadas de seus filhos se divertindo, acaba por escutar um uivo muito característico, ele sabia, era um lobo. E com a noite chegando ele fala calmamente para suas crianças entrarem e acenderem a lareira, pois está noite será muito fria terminou por dizer. As crianças entraram e ao fundo ele pode escutar o bater das lenhas ao piso de madeira, o qual possivelmente uma delas derrubou a pilha acidentalmente, entregou um sorriso rápido ao nada, e como se o mundo estivesse ficando mais lento, ele acaba por encontrar seus velhos amigos a frente. Estavam parados logo atrás das mascaras que anteriormente seus filhos estavam a brincar, intrigados as entidades olham curiosos para o lenhador. O lenhador por sua vez se levanta com dificuldades de sua cadeira e caminha lentamente até as estranhas mas familiar figuras, sem o uso de sua bengala, chegando a poucos metros deles, se abaixa e pega as duas mascaras que estavam ao chão e entrega a mascara de lobo para a ovelha e mascará da ovelha para o lobo. E com seu ultimo singelo sorriso ele diz. - Kindred, significa parentes. Dando um abraço nas duas entidades e os convidando para um passeio no bosque, um passeio que ele sabia que não teria volta. -Está aí caro lobo? – perguntou a ovelha. -Estou ovelinha.. – respondeu o lobo. -Está triste? -Sim, estou... -E como é a sensação? -De uma longa caçada sem mortes.

Willian Menin

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Em um dia chuvoso, tomei refúgio no único bar aberto da cidade, Lá encontrei um velhinho sentado que sozinho estava bebendo, Me convidou para sentar em sua mesa, dividindo comigo um copo de sua cerveja,
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⁠Em um dia chuvoso, tomei refúgio no único bar aberto da cidade, Lá encontrei um velhinho sentado que sozinho estava bebendo, Me convidou para sentar em sua mesa, dividindo comigo um copo de sua cerveja, Dizendo que havia uma história para me contar. Tudo começou em meados dos séculos passados, época dos românticos apaixonados, Das invenções e criações. Havia um garoto que trabalhava em uma fábrica, todo dia ele tinha que girar um parafuso, em uma esteira sem fim, vem um vem dois vem três parafusos a cada segundo, Parece louco ou talvez um pouco confuso, mas tudo que esse menino sabia era apertar um simples parafuso. No meio de toda essa confusão, havia uma garota, a filha do patrão, Ela vinha com uma jarra cheia de água, para ajudar todos a quem necessitava, Ele nem sequer tinha sede, mas pedia um copo cheio de água, Só para ver ela sorrindo enquanto a água no copo derramava, Ela tinha um sorisso lindo que o deixava todo perdido ou quem sabe apaixonado, Mas quem ligaria para um mero funcionário? A garota seguiu a linha de produção e o menino voltou ao seu trabalho, apertando os parafusos com um simples sorriso, o patrão passou e disse: "Que bom que está gostando, amanhã você tem mais serviço!". Todos os dias pareciam iguais, As máquinas ligavam, A sirene soava, A esteira andava, Os parafusos apertava, A filha do patrão passava, Ela sorria e ele se perdia. Até que um dia estranho tudo mudou, A máquina não ligou, A sirene nao soou, A esteira não andou, Estava sozinho sem entender nada, ele entrou na fábrica errada? O garoto deslocou-se até os interruptores e ligou a energia, As máquinas fizeram um barulho e a esteira começou girar e os parafusos aparecer, Aproveitando-se daquele estranho momento para então buscar conhecimento, Resolveu seguir a linha de produção. Passou pelo primeiro setor a qual ele já conhecia e adentrou no segundo setor, A esteira estava mais rápida e carregada, Sem nenhum tipo de ajuda ou manual, o menino tentou montar aquele estranho objeto ao lado dos parafusos, Apertou ali, girou lá, puxou aqui, depois de muitas tentativas fracassadas, o objeto encaixou e o garoto sorriu, pois ele finalmente conseguiu! Soltou o objeto estranho na esteira e prosseguiu para o próximo setor determinado a chegar no final. No terceiro setor a esteira estava muito devagar, quase parando, lá estava seu objeto lentamente chegando. Não havia nada para montar ali, Apenas a esteira indo cuidadosamente devagar à um tonel enorme escrito "Lixo". Resolveu seguir para o quarto setor, E para sua surpresa? Era exatamente igual ao primeiro. Tão igual que tinha vários armários no canto meio empoeirados, Em um deles havia seu nome. O garoto deu a volta na fabrica, Só então percebeu que de garoto ele não tinha nada. Olhou no espelho e não se reconheceu, Barba branca, cabelo grisalho e uma bengala em sua mão direita, Se perguntava quando foi que ela apareceu ali. O garoto demorou a vida toda para chegar ao fim da fábrica, para só então perceber que gastou todo seu tempo fazendo absolutamente nada. Então eu perguntei ao velho, " E a filha do patrão onde está?" O velho com um sorriso respondeu, " Essa não é uma história de amor, E sim de um cara que acordou para a vida quando já não lhe havia mais tempo nela". O copo por fim estava vazio, Junto com a chuva que havia cessado, Me levantei e agradeci a cerveja ao velho grisalho, "Obrigado, mas vou voltar ao meu trabalho". O mesmo despediu-se com um sorriso triste em seu rosto surrado, Pois via a si mesmo cometendo os mesmos erros do passado.

⁠Lembra mãe? Daquele tempo gostoso que não volta, entre eu e a senhora,
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⁠Lembra mãe? Daquele tempo gostoso que não volta, entre eu e a senhora, Você era minha heroína, eu só não sabia disso ainda. Me mandava no mercado na hora do desenho e eu ficava chateado botando sua cabeça a prêmio, Me mandava estudar praticar ortográfia e eu mal sabia que usaria isto um dia. Lembra pai? Daquele tempo gostoso que não volta, Entre eu e o senhor, Eu sei que a gente brigava, mas no fundo eu só te admirava. Quando eu fazia algo errado você tinha que punir, Da sua cinta da justiça eu tinha que fugir, Você trabalhava muito pra nossa família sustentar e eu moleque idiota só pensava em aprontar. Eu lembro, Daquele tempo gostoso que não volta, Só estou cantando está canção porque minha mãe me ensinou escrever com o coração, Só queria poder ir no mercado e ter minha mãe do meu lado, Ou meu pai me ensinando uma dura lição onde eu não choraria de dor, mas sim de emoção. Parece que só durou um segundo, mas eu sei que tive os melhores pais do mundo.

⁠A garota do ônibus Oi, tudo bem? Esse lugar tá vago?
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⁠A garota do ônibus Oi, tudo bem? Esse lugar tá vago? Desculpe te acordar, Mas é que não há outro lugar para sentar. Talvez não foi por acaso o ônibus estar lotado naquela manhã e mesmo que sem querer eu acabei por te conhecer. Você ficava eufórica olhando pela janela, contando cada carro que passava voando rápido, sem pressa. Cada um com sua velocidade e sua própria sintonia nesta longa corrida que chamamos de vida. Correndo contra o relógio do seu próprio tempo, você se perdia em seus pensamentos, e eu me perdia em você. Cada minuto que passava uma história nova começava e outra história terminava, Você me disse para olhar pela janela e ver as pessoas lá fora, Imagine que cada um deles tem um livro em suas mentes, escrito e publicado por si mesmos. Cada um com a sua própria aventura, Uma pitada de amor, Um bocado de luta, E talvez um pouco de glória, Tudo para alcançarem a sua tão sonhada vitória. Eu sei que cheguei sem avisar e meio sem jeito, mas quem diria que um Oi, tudo bem? Tornaria esse trajeto tão perfeito. Enquanto conversávamos sobre o mundo, o mundo girou, E o meu ponto chegou, Desci do ônibus procurando sua janela, Só então percebi que não peguei o número e nem o nome dela. O ônibus deu a partida, e de repente começou a chover, Corri até meus olhos encontrarem você, O ônibus foi embora e você olhava para mim, Foi aí que percebi que a nossa história era só mais uma que avia chegado ao fim. Cheguei em casa, Todo molhado, Resolvi tomar um banho e a campainha tocou. Oi, tudo bem? Desculpa incomodar, Eu sou nova aqui no bairro, Teria uma xícara de açúcar para me emprestar? Fechei a porta e comecei a pensar, Quantas histórias começam com um simples, Oi, tudo bem? Como você está?

Parte de mim quer isso Mas parte de mim não quer, As vezes penso que tudo poderia ser diferente,
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Parte de mim quer isso Mas parte de mim não quer, As vezes penso que tudo poderia ser diferente, se eu tivesse feito algo diferente, Um minuto, uma palavra ou talvez um sentimento, Qualquer coisa teria salvo aquele momento, Mas as vezes as coisas acontecem, Da maneira que devem acontecer, E não há nada que se possa fazer. Somos moldados pelas nossas experiências, as vezes você tem que perder para aprender ganhar, você tem que rir para outro dia chorar, As vezes precisamos ter o entendimento, que sofrer também faz parte do amadurecimento. O destino é um caminho traiçoeiro, Que não importa o quanto você é guerreiro, Ele vai te deixar no chão e de joelhos, Já dizia um astuto ferreiro, "É no fogo mais forte que se forja o aço bom".