Pular para o conteúdo

Frase de Valeria Teixeira dos Santos

UM VESTIDO CHAMADO AMOR Após longos cinco anos, consegui remendar meu vestido. O cosi com muito carinho e paciência. Tinha certeza de que valeria a pena. Não economizei nos botões, nas linhas, bordados... usei até brocados. Foi-me recomendado usar dedal. Sei que está fora de moda, mas é que já haviam muitas cicatrizes, também, em minhas mãos. Depois de pronto, ouvi de algumas pessoas que eu era louca de acreditar que um dia poderia usá-lo novamente. Como boa sagitariana, não permiti que essas sementes germinassem. Acreditei sempre que algo de bom me aconteceria. Até que, não me recordo se havia luar, se o céu estava estrelado, se chovia... mas, acreditei ter chegado o dia de estreá-lo. Não era só o vestido que parecia novo, minh'alma parecia jamais ter se partido. Era tão revigorante, que confiei mesmo que era o momento certo. Vesti-me do meu maior tesouro. Em três meses meu vestido começou a se rasgar, pensei que poderiam ser as traças. Os bordados, os botões foram se soltando como se tivessem sido cosidos com linhas podres. Sei que não eram, mas pareciam. A verdade é que tudo só parecia. Sentar-me-ei mais uma vez de frente para a máquina de costura. Farei todos os remendos que necessários forem, não sei se precisarei de mais cinco anos para que todos os remendos sejam refeitos, mas acredito que ainda poderei vesti-lo e não mais retirá-lo, será minha veste eterna. A alma está sendo lavada, reparada com muita atenção e carinho também. Sei que ela precisará de cuidados especias, e que caberá a mim mesma, refazê-la. vts - 11/04/2019.

Valeria Teixeira dos Santos

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Valeria Teixeira dos Santos

O encontro Segue ela ao encontro de seu amado. Ela que era só receios, vestiu-se de coragem. Em noite de inverno, se agasalhou, mesmo quando todo seu corpo em chamas ardia. Durante a viagem, no trem, eram anunciados remédios e doces para venda. Ela comprou uma caixa de ousadia e…
Continuar lendo

O encontro Segue ela ao encontro de seu amado. Ela que era só receios, vestiu-se de coragem. Em noite de inverno, se agasalhou, mesmo quando todo seu corpo em chamas ardia. Durante a viagem, no trem, eram anunciados remédios e doces para venda. Ela comprou uma caixa de ousadia e dose excessiva tomou; dos doces, adoçou mais sua boca, que ora era apenas sede dos beijos de seu amado. Tomada das mais atrevidas vestimentas, despiu-se de toda culpa e pudor. Dos beijos molhados e suculentos, das mãos que eram só atrevimento e do toque na pele, vivenciando todas as sensações que apenas aqueles intantes poderiam lhes proporcionar, fez o casal, momento velado e eternizado.

Inverno e suor São nas noites impetuosas de inverno, Quando o suor invade nossos poros,
Continuar lendo

Inverno e suor São nas noites impetuosas de inverno, Quando o suor invade nossos poros, Que percebo em nós até onde nossas quimeras amorosas podem nos levar. Nos levam a conhecer as estrelas em céus nublados; às aguas salgadas dos rios, por nosso gotejar; à sobrevoar pelos jardins na negritude, quando são nossos pés que nos levam por percorrer. É o suor mais picante e desejado da que é só eterno delírio.

Se estás cansado de caminhar E não tens onde repousar Ofereço a ti meu coração
Continuar lendo

Se estás cansado de caminhar E não tens onde repousar Ofereço a ti meu coração Nele encontrarás fontes que Saciarão todas as tuas sedes E ao nos tornarmos uma só alma Verás que encontrastes repouso indubitável Onde terás corpo abrasador Para aquecê-lo do frio Mãos para percorrerem por todo teu corpo e Seios, onde repousarás tua cabeça e Sentirás a deleitosa essência de Tua amada, meu amor.

Noite de tormentas É quando a noite chega No encontro do eu com meu eu
Continuar lendo

Noite de tormentas É quando a noite chega No encontro do eu com meu eu Que as tormentas irrompem E o silêncio do desconhecido Abalroa-se com a turbulência da mente Seus bramidos ensurdecem-me na calada Não há estratégias ou fugas Preciso me manter viva ao embate É quando vou de encontro à janela Fito o firmamento e Me sobrevém à lembrança que em breve Haverá o alvorejar, dia se tornará E o silêncio do desconhecido se calará.