Pular para o conteúdo

Frase de Teresa Coutinho

Somos seres em vão em busca de propósitos. Essa viagem interior que todo o ser faz, perdendo-se no labirinto da crise existencial. É demasiado querer, essa descoberta sem fim, porque somos instantes, metamorfoses constantes sem chances de sair do vício. Mas há males cujos bens são melhores, e basta a loucura da vida para que que nenhum mal seja pior. Apenas sejamos o que somos, pois quem vive para ser outro sem ser aquele que é, jamais se sentirá vivo.

Teresa Coutinho

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Teresa Coutinho

Pensei demais sobre como seria tornar-me cinzas e acabei perdendo tempo de vida pensando
Continuar lendo

Pensei demais sobre como seria tornar-me cinzas e acabei perdendo tempo de vida pensando e agora ainda, porque penso sobre pensar. Sem dar conta da verdade, cinzeiro sou desde já pela metade, e cada segundo vivido em ato de pensar torna-se metamorfose de cinza. Se metade sou cinzeiro e se tanto penso de tudo, quanto será o pouco que resta de mim?

A sabedoria não pode ser ensinada, porque a sua verdadeira doutrina está na comunhão com a experiência.
Continuar lendo

A sabedoria não pode ser ensinada, porque a sua verdadeira doutrina está na comunhão com a experiência. Que o medo não nos impeça de dar passos largos e compridos, ou de encher o olhar de brilho; resvalemos e abramos rasgões no corpo e na alma, embriaguemo-nos de coragem para sentir desgostos e solidão. É detestável passar pela vida com tanto rigor e apenas espreitá-la, sem nunca entender o seu desordenamento e olhá-la reparando. Somos escravos da morte, então, recorramos ao mais alto dos cumes da nossa criatividade e façamos dela a nossa libertação.

O amor sempre me soou a rouqidão e a segredos por trás de sussurrares, mesmo na hora de fazer cair as paredes do quarto.
Continuar lendo

O amor sempre me soou a rouqidão e a segredos por trás de sussurrares, mesmo na hora de fazer cair as paredes do quarto. E o sabor era muito vário, mas quase sempre de fumador. No ritmo, as irregularidades eram as minhas prediletas, umas vezes o coração chegava mesmo a parar. Nunca houve momento despido de afeto e romance, nem mesmo quando as turras duravam dias, pois o amor sempre cumpria o dever de sentar. Desde sempre, guardo o amor na gaveta da escrivaninha, onde às vezes se arrepende de ir a minha saudade.