Frase de JOANA DE OVIEDO
OS OLHOS DE MINHA MÃE Eram duas pérolas cravadas em um triste rosto. Havia algo marcado, a beleza e o desgosto. De dentro da água salgado, saltou-se a ostra à maresia, e suas partes separadas, banhou-se no sêmen d’areia molhada. E seu ventre carregou-se de encanto ou desencanto, a cada vez que amanhecia, por tantos e tantos dias, ouvindo a noite gemer para cobrir seu sofrer. Aflito o grito da alma, de uma alma sem calma... E aqueles olhos? Nunca lhes vira tão de perto! Nem sabia dos desertos que seu mundo oferecia, mas em seu rosto, desenhadas, duas pérolas, sim, havia!
No pensador.ai desde