Frase de Gabriel Luiz maroli
O Labirinto das 4:30 O relógio é um carrasco de vidro e metal, 4:30 da manhã, o silêncio é visceral. Meus olhos ardem, mas o sono não vem, Sou prisioneiro de um vazio que ninguém contém. O peito acelera, um motor em descompasso, A mente é um ruído, cada pensamento um estilhaço. As lágrimas descem sem pedir licença ou perdão, Enquanto a alma naufraga nessa imensa solidão. O que será de mim? Sem o calor de um amor, sem um norte, sem fim. Olho para a mesa, o alívio frio ali deitado: O frasco, o metal, o fim de tudo o que foi errado. Um duelo entre o "agora" e o "nunca mais", Nesse labirinto escuro onde não encontro a paz. Para o mundo, sou piada, um verso mal lido, Um resto de gente que se sente perdido. Minha humanidade escorre entre os dedos, Sou feito de restos, de sombras e medos. Onde está o brilho que o sorriso trazia? Hoje só resta o vácuo e a agonia. No espelho, o reflexo é um estranho, um réu, Um fantasma do que fui, sob um cinzento céu. Eu só queria o descanso, um dia de trégua, de luz, Mas a vida é esse peso, essa maldita cruz.
No pensador.ai desde