Frase de Gabriel Luiz maroli
À Senhora da Última Viagem Morte, de tantos nomes e em tantos versos, Escrevo-te hoje, sem medos ou reversos. Não como um lamento, nem com dor a chorar, Mas com a curiosidade de quem quer desvendar. Vens sem aviso, ou com sinais que ignoramos, Levando de nós os elos que tanto amamos. Em teu silêncio, resides a grande incerteza, Do que há depois, da eterna beleza. Muitos te temem, a ti, o inevitável fim, A fronteira que corta a vida de mim. Mas vejo em ti também um grande alívio, O ponto final para o sofrer e o calvário. Tu não distingues idade, riqueza ou poder, Com tua foice justa, vens para colher. És a igualdade que a vida não oferece, A paz derradeira que o corpo envelhece. Ensina-nos, Morte, a valorizar cada instante, A amar sem reservas, com um amor radiante. Pois ao sabermos que tua visita virá, Damos mais valor ao tempo que nos resta. E quando chegares, com teu véu a planar, Espero encontrar a calma para te abraçar. Que em teus braços, a alma possa repousar, E o que foi vivido, eternamente brilhar. Com respeito e, sim, um pouco de fascínio, Um Ser Humano em seu caminho.
No pensador.ai desde