Frase de Cláudia Barral
JANELA ACESA A moça se inclina sobre o parapeito, silêncio, flor branca guardada. Perdida de mim, a moça ausente me olha. É a minha alma que ela espreme entre os dedos ferozes. A moça habita o azul, entre nuvens, anjos e pássaros, seu rosto sem sol. Suspensa nos olha, atrás da vidraça, seu nicho de santa, sua vida que eu não conheço. De longe eu a vejo, princesa do céu, enquanto estou preso em mim.
No pensador.ai desde