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Frase de Jeazi Pinheiro Souza

⁠Eterna Oração Senhora Dona Morte! A Ti confesso! Nesta vida de vontades que me deixa louco Todo desejo do mundo para mim é pouco. Retira de mim toda ânsia, é o que Te peço. Solícito, como um solitário antropo oco, Silenciosamente a solitude me conforta! Dona Morte! Sou um solilóquio moco! Seja a Perene Guardiã na minha porta. Com a fenomenal Áurea Oriunda Da Tua Obscura Fonte Mais Profunda Cubra meu pranto vazio, e o resto afasta... Deixa sair toda a utopia do meu desatino... Nasci só e Morrerei só — é meu destino! Expulsa todo prazer que não me basta...

Jeazi Pinheiro Souza

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Jeazi Pinheiro Souza

⁠Só Sou só Somente
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⁠Só Sou só Somente Sozinho Solícito Solitário E solilóquio Mas Nunca Jamais Na solidão Entre O ortodoxo E o heterodoxo Sou um Enigma De uma religião Entre O complexo E o perplexo Sou um Paradigma De uma ilusão Sou só Como o sol Tão distante Quase um quatrilhão De quilômetros De outro ser Estrelário Sou só Nesse corredor Estacionário Viajando sozinho Nas vias deletérias Do fim Disputando no caminho Meu destino Com as bactérias Enquanto Meus germes Em mim Que tanto abomino Entre todas As matérias Transam nesse Meu corpo hospitalário Sou amor sedentário Como um oceano Sou um ser imaginário Sou tão insano Sou só um Ser humano Jeazi Pinheiro, in “O Último Poema”.

⁠Conspiração Conspiração da­­­ Minha mente
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⁠Conspiração Conspiração da­­­ Minha mente Demente Vem inconsciente Domina e me fascina Coração de menina Inocente Vem ardente Domina minha sina Os meus anseios A alguém Os meus delírios A além Os meus desejos A aquém Os meus devaneios A ninguém Sanidade Como é saudável Tê-la Quando não Estou louco Lembro-me de todos Os problemas Loucura Como é formidável Vivê-la Quando não Estou são Esqueço-me de todos Os dilemas Jeazi Pinheiro in "O Último Poema".

⁠Eu existencial Vivendo e aprendendo Com a vida ensinada,
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⁠Eu existencial Vivendo e aprendendo Com a vida ensinada, Sei um pouco de tudo... Sou um pouco do nada... Porém, em nada creio... Nem em tudo confio... Escrevendo, sempre anseio... Lendo então, desconfio... Vivo bem sem crença sim, Que nem delirando estou... Sem importar para mim Quem ainda está... Não sou! Ninguém me impõe conselhos Sobre velhos mistérios, A prostrar-me de joelhos Sob novos impérios. Mas, minha paz me convém, Sem alguém ou deus algum… Nem do mal – nem do bem... Pois não há, no além... Nenhum! Também, nem há alma Em mim... Nem me acalma Enfim: deuses, Anjos ou demônios! Tão bem, que me defina: Dopamina e serotonina, Na reação hormonal Dos meus neurônios! Apenas a Morte confina Toda força que domina Minha natureza sina Eterna que me fascina! Jeazi Pinheiro, "Eu Existencial" in "O Último Poema".

⁠Ser Mortal A cada tempo Que para vivo a pensar
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⁠Ser Mortal A cada tempo Que para vivo a pensar Sobre o tudo e o nada E já fico observando O que está Nessa minha idade Simplesmente acontecendo A cada tempo Que passa Mais consigo desacreditar Em certezas alheias De que tudo está sempre acabando Mas que sou eu Quem na realidade Está Eternamente Morrendo Jeazi Pinheiro, "Ser Mortal" in "O Último Poema".