Pular para o conteúdo

Frase de Simony Thomazini

Apenas, respire. Repetia isso a mim constantemente ao acordar do sonho que acabara de ter. Sonhos são sempre analógicos, metafóricos, carregados de interpretações caso eu os revelasse a meu analista. Eu estava em uma piscina e havia alguém que por alguma razão eu não conseguia identificar que tentava me puxar para baixo. Eu tentava subir á superfície, mas, era impedida por esse alguém. Eu lutava com as mãos em vão. E quando estava á um passo de desfalecer esse alguém me soltava. Conseguia respirar aliviada, mas, não conseguia ver nada. E numa fração de segundos lá estava eu de volta a briga pela vida novamente. Isso continuou por um tempo que eu não sei dizer. E quando estava a ponto de desfalecer de novo ouço sinto um outro alguém me tirar com fúria dessa loucura toda. Também não consigo ver. Não consigo entender. Estou embalada em braços desconhecidos e só consigo ouvir uma voz masculina que diz: “Apenas, respire. Você está salva. Está comigo”. Acordei assustada, mas, ao mesmo tempo me sentindo tão segura. E repetia aquilo que virou um mantra: “Apenas, respire. Você está salva.”.

Simony Thomazini

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Simony Thomazini

Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde fa…
Continuar lendo

Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde falar não basta, mostrar-se não convence. Ficar só e fazer disso força. Fazer do silêncio poesia. Preciso me ausentar do mundo quase que como forma de sobrevivência. Colocar-me numa redoma e me contemplar. O mundo distorce o meu olhar sobre mim mesma. Preciso estar só pra poder me enxergar. Enxergar, mais do que ver aquilo que me falta. E saber reconhecer que aquilo que me falta é justamente aquilo que eu desejo pra mim. Fazer da falta não um vazio existencial, mas fonte de querer algo a mais da vida. O desejo me impulsiona pra vida, assim como a falta me leva aos fracassos mundanos e existenciais. Preciso fazer do meu silêncio o meu porto-seguro e o caminho indispensável que me levará de volta pra casa toda vez em que julgar que é preciso.