Frase de Lucas C. Ferreira da Silva
Vermes na pele O frio do quarto me arrepia. O som do vento me faz Se mexer na cama. E cada vez mais Eu sinto essa claustrofobia Me levar pra lama... Não me engana Essa minha dor, minha agonia. A pele esquenta, chega a queimar, E eu sinto o formigamento Desses tecidos tão nojentos Entre as carnes se rastejar. Que cheiro horrível, fedido. Me faz esquecer que estou vivo E que vou partir sem nem acreditar. O meu mundo está virando De ponta cabeça. E agora Tenho de agir sem demora Por que o tempo está parando. Eu não vou conseguir Viver assim ou prosseguir Vejo que estou desmoronando. Pequenas úlceras cutâneas Latejam com pus em putrefação. E nem a minha melhor oração Irá curar essas dores instantâneas. Sinto que aumentam os odores, E esses horríveis fedores Me sufocam de forma espontânea. Engulo o pavor que cresce em mim. Agora os vermes rastejam mais. Eu continuo gritando alto pela paz, Desejando que esse não seja o meu fim. O meu corpo já está se agitando, E, mesmo assim, com ele lutando Tudo terminará assim: Vermes na pele carcomida Gerando dores que vão mais além. Enquanto que nada aqui me faz bem. Vejo meu corpo virando comida. Com o meu olhar morto Sinto que já perdi esse corpo Para essas podres feridas. No fim o esqueleto jaz no chão largado. Por fim esqueço que tanto faz ser mais outro sepultado. Tsharllez Foucallt.
No pensador.ai desde