Pular para o conteúdo

Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

VELHAS LAMURIAS Secura. Que tristura lá fora! Tristura! Embrusca-se o cerrado, os olhares Craqueleja. Árida a aquosa candura Nos seus velhos e eternos pesares... Sinto o que a terra sente, desventura A mágoa que diviso, nos reles azares O inverno. Frio e queimado, mistura Fulgurando o cinza, anuviando os ares Ah! Porque ordenaste este tal fado Fazendo de minha alma tua criada Ouvinte, ouviste os prantos, cerrado! Meus e teus, na sequidão embaralhada Tem pena de mim, deste pesar mirrado E as velhas lamurias por mim poetada! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 04/09/2019 Cerrado goiano Olavobilaquiando

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
Continuar lendo

ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
Continuar lendo

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano