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Frase de MAJELA COLARES

TRATADO SOBRE UM POEMA quis um poema sem razão nem fim um canto surdo de areia e noites bem mais veloz que a ilusão do tempo que fosse a vida muito além da morte quis um poema que tivesse o fim de ser apenas um rascunho torto entre as lembranças de qualquer rascunho entre os rascunhos de alguém já morto quis um poema de tempo e de tempos regado a vinho – se possível tinto – do instante imune, que não foi instante do tempo impuro, do mais puro cisco quis um poema que fosse um poema de pele clara, de cabelo ruivo que fosse a pedra fecundando o húmus e a luz gestante fecundando a luz quis um poema... se quis um poema foi assim quase... meio, fim e meio sangrei a noite, mas fisguei o verbo quis um poema lacerado ao meio

MAJELA COLARES

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Pensador.com

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Tudo tão falível, tão precário, tão ínfimo, diante de tantas incertezas e a grande maioria ainda relega o amor à planos inferiores. Quanto estranha, oh, humanidade!
DESEJO & CHOCOLATE um arco–íris surgiu entre dois lábios no azul do mar, no céu, no azul azul
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DESEJO & CHOCOLATE um arco–íris surgiu entre dois lábios no azul do mar, no céu, no azul azul tinha a cor dos teus olhos – entre nuvens com sabor de alga, amido e chocolate um arco-íris no mar riscou tua boca entre ondas, lampejantes, mil desejos exalados na brisa, aceso olfato doce aroma de amor e de segredos entre gotas de chuva e leves toques foi-se a tarde ancorando no teu rosto sob o rastro de um sol quase poente em meus braços restou a tua imagem: um arco-íris risonho e transcendente em teus lábios: desejo & chocolate