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Frase de Haricya Savannah

Tem dias que acordamos com vontade de sorrir, outros com vontade de voltar a dormir. Tem dias que a gente simplesmente não queria ter passado, ou não queríamos nem ter acordado como costumam dizer por ai. Desligar da tomada, desligar as correntes de energia, esquecer o que se passa. Não morrer, mas se desligar do mundo, se é me entende. Esquecer tecnologia, não se lembrar de checar os e-mails, não atender todas as ligações, simplesmente não atualizar o status. Há dias em que queríamos apenas ouvir a voz de alguém e saber que ta tudo bem. Às vezes, o que queríamos mesmo era sentir um perfume que fosse bom, ou que pelo menos lembrasse alguém. Talvez a gente quisesse tomar um chá que não estivesse gelado, talvez quiséssemos uma vida que não estivesse como o chá gelado que de ora em quando a gente tem que tomar pra conseguir engolir os sapos que diariamente a gente come sem mastigar. Talvez quiséssemos apenas mais inspiração, ou algo que nos desse entusiasmo criador. Quem sabe a gente só queira matar um bicho que nos assusta, ou talvez seja nós mesmo que deveríamos nos retirar daquele local, pois vai ver o bicho assustador só precise de um pouco mais de espaço. Tem dias em que a gente acorda com vontade de pular da cama e agradecer ao Sol pela luz que nos cobre, mas há dias em que simplesmente queremos que o Sol demore a se levantar só para que a Lua permaneça linda onde está. Tem dias que queremos ler um caminhão de livros e acabamos que não lemos nem a primeira página. Como também tem dias que achamos que não vamos dar conta de tantos afazeres e por fim fazemos até o que era de esperado para o dia seguinte. Não dá pra moldar, não tem como saber, somos nós mesmo que construímos minuto a minuto. Somos nós quem calculamos o resultado, brilhar ou não brilhar. Devemos apenas tranquilizarmos, e fazer por merecer, pois tem dias que o dia é grande, mas chega um dia que é o seu grande dia.

Haricya Savannah

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Haricya Savannah

Opinião alheia é o que menos deve influenciar, mais vale é que sobreviverei às injúrias até quando meu Deus disser-me que não caibo mais nesse mundo.
Uma canção Um coração Um sentimento qualquer.
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Uma canção Um coração Um sentimento qualquer. Quase normal Meio banal Espere um pouco aqui Sente-se ai Comporte-se bem Venha comigo cantar. Sirva-se bem Mas fique aqui Pois quero-lhes mostrar Minhas canções Minhas razões Os sentimentos banais De qualquer forma Vou-me embora Pois eu preciso dançar

Era algumas vezes, louco, um casal que se conhecia há pouquíssimos dez dias. Ou talvez longos vinte anos. Ora umas vezes alucinados, ora apaixonados. Que de repente se licenciavam do amor, que se aposentavam do desespero, que se anulavam do total rastreamento. Talula ficava docil…
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Era algumas vezes, louco, um casal que se conhecia há pouquíssimos dez dias. Ou talvez longos vinte anos. Ora umas vezes alucinados, ora apaixonados. Que de repente se licenciavam do amor, que se aposentavam do desespero, que se anulavam do total rastreamento. Talula ficava docilmente brava, enquanto Chilli bebia para se acalmar. Eles consideravam a própria vida uma historieta, um continho qualquer. Um casal que vivia pro aqui e pro agora. Que dispensava o era uma vez por algumas ou muitas vezes. Conhecer-se era apenas uma questão de tempo. Uma questão de querer. Talula e ele desesperadamente se conheciam durante as idas ao refeitório em que Chilli bebia. Incrivelmente aquela havia sido, para eles, a primeira primavera juntos. É! Não para um casal normal. Talula e Chilli eram completamente desiguais que até a vizinhança reclamava. O casalzinho definitivamente precisava de conserto. Eles não queriam, não sentiam que precisam, mas era hora. Chilli não queria mais atrapalhar, por esse motivo o fez as malas e foi embora. Talula ria como uma criança, agora estaria livre como um pássaro. Embora, cansado carregou as malas até o refeitório. Bebeu e bebeu. Então algum tempo se passou, coisa de cinco minutos, mas já era hora de procurar um novo amor. Talula estava em casa, reformava o quarto-forte que haviam comprado juntos. Era uma espécie de apartamento combinado com ala psiquiatra. A parte masculina integrante daquele casal saiu de malas nas mãos, um litro, sabe lá do que, em baixo do braço e um chapéu de horas vagas. Uma roupa sócia visível, comumente dita: de boa aparência. Chilli andou por horas, dois metros, mas fez questão de parar. Parar ali, bem ali, onde pudera ver seu novo amor. Aquele integrante sabia que ela poderia completar aquela falta inesperada que o seu coração sentia. A antiga já não fazia falta. Queria conhecer aquele longo cabelo, aquela face cheia de modéstia. A nova parte feminina do casal sorriu, um sorriso meio de canto que foi o suficiente para Chilli se atirar em busca de um abraço em outros abraços. É! Alguém havia perdido na história, ou talvez todos estivessem ganhando. A nova integrante, por incrível coincidência, ou empurrãozinho do destino, morava numa espécie de quarto-forte. Ela o apresentava a nova casa, enquanto ele se apressava em selar com um aperto de mão mais uma das algumas vezes que se conheceram, naquele mesmo refeitório, daquela mesma ala. A vizinhança estava feliz um novo casal, naquele mesmo lugar. Um novo lugar para o mesmo casal. E a vida deles estaria ali pra sempre nesses autos e baixos de uma brincadeirinha de muitos era uma vez, completamente aprontada, com uma narração de apenas dois integrantes que, até o fim dos dias, viveram, um novo recomeço, felizes para sempre.