Frase de Sousa Carvalho
Cemitério Olho o tempo, escuto o riso que a tua boca desmonta em felicidade. a vida te eleva, levando como o vento em dias alegres carregando folhas de outono. exprimo em poemas a arte de fazer poeisia, de repente trono-me Drummond, de repente ganho a mortalidade, sinto-me poeta. a morte rizonha caminha olhando com olhar súbito; tem um encontro marcado comigo num futro próximo. a noite que se arrasta no espaço livre beija-me o corpo como se tratasse de um morto a desejar o enterro... é pequeno o meu mundo e, cabe num poema e num cemitério.
No pensador.ai desde