Pular para o conteúdo

Frase de Naeno Rocha

PRECISO DE AMIGO Preciso de amigo Diverso, ante a apatia dos que exercitam o mal Confesso no reconhecimento de que somos iguais. De sensato argumento explícito nos olhos De que não viramos janta de canibal. Preciso de amigo, que ao me saber triste Não se fixe em apenas compartilhar dessas lágrimas. - Que eu mesmo posso enxugá-las -. Que seja atento a outras desventuras, sintomáticas Como minha mão gelada E a taquicardia que me retarda o ar. Que nos abraços que viermos trocar Oculte, com discrição,os batimentos do meu coração. Que me faça acreditar nessa máxima: - Somos guerreiros do mesmo Deus Que Ele dos seus lugares insondáveis Nos olha com seus olhos de proteção e amor -. Porque é bom ter notícias de Deus sempre. Que me oriente na virginal procura de mim Estradas dos meus pesadelos, de ofensas vãs Da mesma dor, igual. Que não concorde quando eu culpo a vida Por não haver sido gentil comigo. Mostrando-me o caput do poema Onde fala de que todos somos naturalmente iguais. Eu preciso de amigo que nunca recitem O poema das “rosas predestinadas.” Preciso de amigo que me escreva vez em quando. Preciso de amigo que nos lugares ermos Fique a mostrar-me passarinhos e flores Como se nunca os tivessemos visto. Como se fôssemos divididos, em homens e mulheres. Preciso de amigo, que, se lhe pergunto Com toda a infantilidade, ainda em mim Ele feche os olhos, em gestos de esforços E me pronunciem, com o lume aberto do dia: - Qual das montanhas que contemplamos, Qual julgas ser a mais, bonita e imponente? E eu sem poesia lhe dissésse: Foram tantas... Mas duas mais me encantaram: Duas negras montanhas, que sombreavam à nossa frente. Quando andávamos e o sol desenhava à frente, Duas colinas bem assentadas, que se abraçavam. E nos acompanhavam e se moviam com nossos movimentos. Eu ainda preciso de amigos.

Naeno Rocha

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Naeno Rocha

NAQUELE ONTEM Um dia Dos dias da minha infância
Continuar lendo

NAQUELE ONTEM Um dia Dos dias da minha infância Eu desmontei a fechadura do quarto de meus pais. Naquela noite, já de noite, Eles dormiram de costas um para o outro Naquela noite não houve a luta Não teve coberto nem cobertor Ninguém fatigou-se Porque a fechadura desmontada Estava comigo, na minha rede. Uma noite, Nessa noite eu não dormi Contando, por minhas mãos no escuro Pelo contato dentro de minha rede O quanto eu encontrei Da máquina daquela fechadura desmontada E contava: Um revólver Uma mola propulsora Que esparzia longe a pinguela O pino que ficava no meio Uma carrapeta que dançava Uma chave que passava solta No buraco dela entrar De qualquer distância, para o alvo. Eu me armei até os dentes! E planejava a guerra já para a manhã, mais cedo Contra os calangos, os preás, os galos do terreiro A pessoa do meu amigo, Os pássaros que me avocavam do alto Das frondes cheias.

Eu quero ter uma mulher Uma só, que me entretenha em seu olhar Que me adoeça em vê-la
Continuar lendo

Eu quero ter uma mulher Uma só, que me entretenha em seu olhar Que me adoeça em vê-la Por seus carinhos quando estou assim Das minhas tristezas escolhas O tanto que pode me ajudar Dividindo tempo, amor, sem contá-lo. Sendo no seu cuidados a falar por mim Fazendo o trabalho em ouvir amigos Que venham nos visitar E servi-los café a esses que se citam meus irmãos Que cheguem em nossa casa. Uns por Deus, outros pelo café com bolo. Eu quero uma mulher Com quem eu possa de gestos baixinhos Pensar nas bondosas partes de cada dia E nos sugerirmos planos, Mesmo aquele que malogrem ainda no preparar.. E sempre sabendo que é Deus, por tudo A quem confiamos tudo nosso. Eu quero uma mulher Que me dê na boca beijos saborosos Que cuide como um pastor no ensinos De comer e beber do seu leite Todos ainda necessitando dos afagos dessa mulher. Quero uma mulher que me ame Como eu venha a amá-la Que quando tropeçar em algo solto no assoalho Que caia dentro dos meus braços. Quero uma mulher para minha outra vida E que ela seja em tudo igual a ti Mas não vos apressais Jesus Cristo Eu ainda tenho a minha Desses jeitos iguais aos que Vos falei. Eu estou findando um poema e quero Que quem o leia, decida por Vos pedir É só no caso apenas no caso em que Vós decida E na de outros, e que estes Tenham o prazer de usufruir desta mulher precisa. Pois todas as mulheres têm o olhar angelical Pode ser que não seja uma santa E ser uma mesa posta Que grite na hora que almoço tiver na mesa

NOSSAS PARTES IGUAIS O teu olhar previne o levado da procela E adianta o tempo bom e serenando
Continuar lendo

NOSSAS PARTES IGUAIS O teu olhar previne o levado da procela E adianta o tempo bom e serenando Flamejando, os teus olhos são duas velas As duas como uma consagração ao santo amado. Teu coração tem um batimento que é do meu E o meu no imprevisto faz de papel o teu Idealizo o que falta desta, que ainda não se deu Se já nos nossos abraços e velos beijos meus. O teu colo é o lugar mais quente e plumoso Que ao meu descanso depois das aventuras De amor e sonho, quando o gesto é faltoso Me chama teu coração, do meu delicioso. O meu olhar são duas paredes limpas ao brilho Que ao meu não faz, não se permite assim Ser só o que reflete da tua luz, fogo do dia Da minha face larga, uma tela de linho. Abre todas as portas e que dá para toda entrada E que se propaguem na minha alma o que já houve O teu cantar que é pra Deus, tão delicado Abrange a tua boca e em tudo a minha cala. Meus olhos não te dão abrigo Não, não, eu quero os teus E assim não me davas, assim não farias Por ti, por mim, teus olhos são meus. Estes remédios, dessas partes tuas O teu olhar que na noite brilha de se encantar. O teu colo que amortece a mim da luta Não que tenha vencido, nem que tenha lutado. O teu beijo de todos os gostos que já provei Tem um dele que nem fruta lá de longe Me arremete ao céu parecido com o céu E de ter o teu corpo e me aliviei Bem no meio de mim, sândalo marrom.

TRINDADE Meu Deus, se Vos ofendi foi por não saber Que o mundo e todas as suas quantidades
Continuar lendo

TRINDADE Meu Deus, se Vos ofendi foi por não saber Que o mundo e todas as suas quantidades Foi tudo criado por suas mãos profícuas E sem saber que o Verbo era a citação Do homem, vosso Filho Purificado, amor que vim a saber No tempo em que me permitistes vê-lo. Esse homem é a razão de tudo Até dos sacrifícios que fiz sem notar. Ele e eu agora temos uma intimidade santa Afeição do tempo da morte Do filho amado e merecedor do amor dEle. Por todas as estações de quedas o tropeços Não sabia que me sagrando por Ele O aceitando dividindo comigo O amor que dividiria com todos igualmente No meu rosto comum, até aí. Me soltei dos comandos de mim mesmo E implorar que de Vós tudo caminhasse. Meu Deus foi necessário punir alguns Para saber que o perdão é que é a gesto Beijá-lo será a negativa da distância. Citá-Lo em seus pedidos, em tudo a nós É a única ação verdadeira, igualmente depois de tudo. Pai, a quem eu careço depressa chamar de Pai? A Vós, o mentor dividido, pelas entradas do céu. A ELE, canonizador, descobridor dos puros. Em suas locas, no jejum de pão e água. Mas não paira dúvidas agora em meu juízo É o Próprio Deus, o próprio Pai, que ao Mesmo Filho Provedor de nossas vidas. Me resta falar com glória! Orar o Vosso perdão.