Frase de José Henrique Boia dos Santos
Nossa poesia. Ainda é tão cedo E tenho tantas horas, Tanto tempo. Ficar assim sem ter, Com sede! Como copo vazio nas mãos, De que me vale então? Um viver de tempos. Vide verso de mim. O tempo passa sem ti, A mim, esperar e esperar O que ? Deste mundo doente e sem cura. É que hoje espero te ver, Amanhã espero te ver. Mas não te conheço ainda, Nome não tens, De onde vens não sei, Se existe um você - não sei, De ti nada sei. Mas tenho amor por ti, Por ti espero, Sem rosto, sem corpo, Sem ter onde ir, Sem saber de ti ! Guardo em mim um lugar, Um pedaço imenso, Sentimento, Sonhos, Vazio ! Quem és tu, que me fazes amar sem saber? É teu este amor em mim. Quem és tu, que me fazes ser teu sem ti ? É por você que ainda sonho. E por você que ainda vivo. Deve sobrar então ! Um pedacinho do tempo para nós. Um pouco de caminhar de mãos dadas. Muito para te beijar. O tempo deve nos permitir isso. O amor ! Ainda haverá tempo para nós. Te abraçar em frente ao mar. Te dizer o que escrevo. Te dizer o que penso. Por mais que passe o tempo e as horas. Dias, meses, semanas e anos, Eu ainda olharei no teu olhar. Sim ! Eu ainda te direi ! Que você é a minha poesia. Prometo ao tempo ! Esperar e esperar. Não fecharei os olhos sem te ver. Até ouvir você dizer: Eu estou aqui. Vamos viver A nossa poesia. José Henrique .
No pensador.ai desde