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Frase de Ricardo Maria Louro

⁠- ⁠Carta de condolências para Sua Majestade a Rainha Isabel II aquando da morte de S.A.R o Principe Philipe Duque de Edimburgo - É com alegria mas ao mesmo tempo com tristeza que me dirijo a Vossa Majestade. O momento é dificil, doloroso, por isso, apresento a Vossa Majestade, bem como a toda a Familia Real, as minhas sentidas Condolências por morte do vosso muito amado esposo, pai e avô. Sinto muito pela vossa perda... Sou Ricardo Maria Louro (Richard Mary Bay), vivo numa cidade ao Sul de Portugal. A cidade de Évora. Tenho 36 anos, sou Escritor/Poeta e nutro por Vossa Majestade um imenso carinho, muita ternura e admiração. Quero deixar a Vossa Majestade uma palavra de afecto por morte do Príncipe Philipe. É essa, de facto, a razão maior da minha carta. Quero deixar a Vossa Majestade algumas palavras de esperança, conforto e afecto. Imagino que para Vossa Majestade não seja fácil dizer adeus a alguém tão especial. Foram muito anos de partilha. Dizer adeus a quem amamos é sentir o coração aos pedaços; sentir partir uma parte de nós. É conhecer uma tristeza que tempo nenhum fará esquecer. Lord Byron, a quem muito admiro, disse certa vez nos seus poemas: "A prova de um afecto puro é uma lágrima". E quantas lágrimas não choramos nós pela vida fora por tantos afectos que temos?! Tantas, tantas! "O Luto é o preço que pagamos pelo amor", disse Vossa Majestade. Que profundo. Obrigado por esta frase há-de acompanhar-me sempre... O Principe Philipe era um homem culto, inteligente, brilhante nas funções que desempenhou. Um fiel e nobre súbdito de Sua Majestade a Rainha. Vê-lo partir é ver partir uma parte da história mundial. Um ícone para todos nós. Embora não seja Inglês sinto profunfamente a perda de Vossa Majestade e sinto uma tristeza profunda. E é dessa tristeza que nasceram estes versos que partilho em seguida e que dedico a Vossa Majestade a Rainha. Senti-os como sendo palavras do Principe Philipe para Vossa Majestade: - O NOSSO AMOR - Quando o nosso amor já não for o que foi outrora lembra-te que as cinzas que de nós ficaram são apenas pó, silêncio, o fim de tantas horas que as horas da nossa história não marcaram! Porém verás que serei o que sempre fui pra ti! O mesmo olhar, a mesma Alma, sempre teu, nada em mim mudou, além de já não estar aqui, e de sofrer, sentindo que pra nós tudo morreu! Adeus! Palavra que me corta o paladar que me toca no silêncio e na quietude junto às praias do cansaço, frente ao mar. Tantas voltas dei ao mundo, foi em vão, eu nunca encontrei a tua juventude noutros olhos, nem o toque que tinha a tua mão ... Mais uma vez me vem à memória Lord Byron quando escreveu nos seus versos que a recordação da felicidade já não é felicidade mas que a recordação da dor ainda é dor. Que verdade tão fatal à existencia humana! Mas eu acredito que no fundo do Não-Ser o Ser sempre se revela! Embora o momento seja de silêncio e luto Vossa Majestade teve que assinalar o vosso Aniversário. Que esse dia se repita por muitos anos com Saude, paz e amor. De coração aberto e humildemente prostrado aos pés de Vossa Majestade, tenho a honra de ser, Senhora, um vosso servo humilde e obediente, e por isso, despeço-me de Vossa Majestade com ternura, estima e consideração. Évora, 25 de Abril de 2021. Ricardo Maria Louro "O último Romântico" Deus Salve a Rainha!

Ricardo Maria Louro

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Pensador.com

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⁠CANTIGA DE ESCÁRNIO E MALDIZER: Quando as tripas te doerem Ou tiveres diarreia O XANAX, é bom saberem, Faz passar, é boa ideia! Na farmácia Malagueira A Crispina ao balcão Dá XANAX p'ra cegueira A quem vem com comixão. Aos jantares de Natal Só lá vão os coitadinhos deixa estar que não faz mal Serão sempre pobrezinhos. Um XANAX, é bom saberem Faz passar a diarreia Quando as tripas te doerem Bota-a-Baixo, é boa ideia.

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⁠Nome que é meu - Nada no mundo me prende perdi-me no sofrimento e quanto dói dentro da gente não saber dar tempo ao tempo! Sou como a folha caída que se perdeu do mundo inteiro sou como a flor esquecida em manhã de nevoeiro! A tristeza que me abraça dá mais voz à minha fome sou como tudo o que passa não me chamem pelo nome! Porque esse nome sem carinho foi o destino quem mo deu deixem-me Ser pelo caminho longe desse nome que é meu!

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⁠Viagem - A vida é uma viagem Um retorno sem imagem Nos espelhos do destino, É um grito sem amarras Um poema sem palavras Que vivemos no caminho. O que trago ou não trago O que canto e dou ao fado Só eu sei o quanto dói, Ver nos olhos de toda a gente O silêncio de quem sente O quanto a vida nos destrói. Visto noites e cansaços No meu corpo, nos teus braços Na distância, o teu olhar, Roda a roda do destino Acendo velas no caminho Numa pressa de te amar. Só há Fado e solidão Esta dor e um coração Nos meus olhos a bailar, E no céu da minha noite Já nem há onde me acoite Tanta estrela sem brilhar.

⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar,
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⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar, Mas essa água que me aperta Não é menos que as águas do mar. Não me lembro de existir dentro de mim Algo maior que a palavra solidão, Algo mais seco que a amargura d'um jardim Plantado junto aos portais do coração. Há uma noite enleada aos desejos de cada um, Um grito, uma metáfora de saudade, Uma vontade de comer que é jejum Que a trazemos desde o berço por piedade. E o que ser para além d'um silêncio sem destino?! Um planeta sem elipse, uma curva, Uma pedra só, pisada no caminho, Um punhal numa fonte de água pura!