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Frase de Carolina Marinho

⁠As portas que a dor me deu Trago no peito um chaveiro antigo, onde penduro as dores que ousei sentir. Não as neguei, nem as adormeci — dei-lhes nome, corpo e tempo. E por cada uma, uma porta se abriu. Oh, quantas vezes desejei não saber de mim! Mas bastava que uma lágrima caísse inteira, sem vergonha, sem pressa, e o som de uma fechadura cedia — como quem rende o coração a um amor impossível. Há portas que me levaram a desertos, onde o vento me arrancou as certezas; outras, me devolveram o riso antigo que eu pensava morto. Nenhuma delas seria minha se eu tivesse virado o rosto à dor. Porque é no instante em que ela me atravessa, que eu a torno caminho, e o sangue, mapa. Sim... cada dor que me rasgou, destrancou um tempo, uma face, um lugar. E hoje sou feita disso: de cem portas escancaradas por onde caminham os dias melhores que antes, eu apenas ousei sonhar.

Carolina Marinho

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Pensador.com

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⁠A culpa foi minha por não ter esquecido.
⁠Mais 7 anos de azar Quebrei mais um espelho Mais um ciclo de ma sorte pq eu não sei como me acalmar
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⁠Mais 7 anos de azar Quebrei mais um espelho Mais um ciclo de ma sorte pq eu não sei como me acalmar e são sempre neles que eu desconto a minha raiva Mesmo sendo supersticiosa, é sempre um espelho que eu quebro quando alguem me machuca muito e eu não sei como me proteger disso Eu acho que em 7 anos eu quebrei 3 espelhos São 21 anos de azar em um único ciclo de 7 Por que quando alguém quebra meu coração, é a minha imagem que eu agrido é a mim mesma que eu puno, enquanto os outros saem impunes de toda dor que me causaram E mais 7 anos de azar

⁠O rato na batedeira Todos os dias ele entra Todos os dias ele adentra pelas noites, como ladrão
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⁠O rato na batedeira Todos os dias ele entra Todos os dias ele adentra pelas noites, como ladrão E ele rouba não só a dispensa Ele rouba a minha paz, e a minha sanidade Ele me lembra dos meus traumas e da minha solidão Pra muitos ele não representa nada Mas pra mim ele é como um mau agouro ou uma lembrança ruim Todos os dias ele adentra pelas noites, como um ladrão E ele rouba não só a dispensa, Ele me rouba de mim, me arrasta pelo esgoto, me humilha e me expõe de uma forma que ninguém deveria ser exposto Ele curiosamente conhece meus horários, e observa minha rotina Ele rouba a minha paz, e a minha sanidade Eu me opus por um período, tentei me impor, gritei, xinguei, usei a violência... mas eu fui vencida pelo medo da solidão Ele agora entra a todo momento Me desafia Me mostra a minha pequeneza, literalmente, menor que um rato! Agora mesmo eu fui a cozinha, e ele tá lá na batedeira.