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Frase de Ricardo Maria Louro

⁠Corpos sem Amor - De que vale tocarem-se os corpos se as Almas não se encontram?! Suspense! Vazio! Nada mais ... Corpos sujos de cinza, apenas pó, nada fica em seguida ... Teia tecida por mãos frias, sem Alma, palavras vãs! Espasmos-de-quimera! E o Fogo? Esse que o Amor ateia num rastilho de Águas-fundas? Onde?! É apenas fricção, desejo ainda não contido que arde em pólvora seca que rápida e obstinadamente se consome. Fica o pó, o nada, a cinza desse instante! Vazio solitário, sem pontas, memória pejada de melancolia, que desterra o Coração, que enterra a emoção. Uma imensa solidão!!! Dor funda, punhais cravados, dedos de um Alguém que nos percorre o corpo e parte! E para onde parte? Parte simplesmente! Tristeza imensa fica numa Alma sem pertença que vai e busca ternura noutros corpos. Que erro tão errado! Que fria ilusão! Lamento alucinado em Espiral de fantasia numa busca noutros corpos que só sabem a madrugada. Sabem a pouco! Sabem a nada! Porque o dia sempre chega! A noite sempre finda... O encanto sempre termina... A magia sempre acaba … Ali faltava o Coração! Espaço Esse onde os olhos se entrelaçam, onde se fundem Emoções ... Saudade! Tão imensa, tão intensa que sempre acaba em nostalgia de orações!

Ricardo Maria Louro

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Pensador.com

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⁠CANTIGA DE ESCÁRNIO E MALDIZER: Quando as tripas te doerem Ou tiveres diarreia O XANAX, é bom saberem, Faz passar, é boa ideia! Na farmácia Malagueira A Crispina ao balcão Dá XANAX p'ra cegueira A quem vem com comixão. Aos jantares de Natal Só lá vão os coitadinhos deixa estar que não faz mal Serão sempre pobrezinhos. Um XANAX, é bom saberem Faz passar a diarreia Quando as tripas te doerem Bota-a-Baixo, é boa ideia.

⁠Nome que é meu - Nada no mundo me prende perdi-me no sofrimento
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⁠Nome que é meu - Nada no mundo me prende perdi-me no sofrimento e quanto dói dentro da gente não saber dar tempo ao tempo! Sou como a folha caída que se perdeu do mundo inteiro sou como a flor esquecida em manhã de nevoeiro! A tristeza que me abraça dá mais voz à minha fome sou como tudo o que passa não me chamem pelo nome! Porque esse nome sem carinho foi o destino quem mo deu deixem-me Ser pelo caminho longe desse nome que é meu!

⁠Viagem - A vida é uma viagem Um retorno sem imagem
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⁠Viagem - A vida é uma viagem Um retorno sem imagem Nos espelhos do destino, É um grito sem amarras Um poema sem palavras Que vivemos no caminho. O que trago ou não trago O que canto e dou ao fado Só eu sei o quanto dói, Ver nos olhos de toda a gente O silêncio de quem sente O quanto a vida nos destrói. Visto noites e cansaços No meu corpo, nos teus braços Na distância, o teu olhar, Roda a roda do destino Acendo velas no caminho Numa pressa de te amar. Só há Fado e solidão Esta dor e um coração Nos meus olhos a bailar, E no céu da minha noite Já nem há onde me acoite Tanta estrela sem brilhar.

⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar,
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⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar, Mas essa água que me aperta Não é menos que as águas do mar. Não me lembro de existir dentro de mim Algo maior que a palavra solidão, Algo mais seco que a amargura d'um jardim Plantado junto aos portais do coração. Há uma noite enleada aos desejos de cada um, Um grito, uma metáfora de saudade, Uma vontade de comer que é jejum Que a trazemos desde o berço por piedade. E o que ser para além d'um silêncio sem destino?! Um planeta sem elipse, uma curva, Uma pedra só, pisada no caminho, Um punhal numa fonte de água pura!