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Frase de Pedro Rodrigues de Menezes

⁠quero a poesia alta e superior a que se eleve acima do corpo capaz de transcender a lucidez como se o sonho da montanha fosse mais importante e nobre que a própria subida à montanha uma poesia que não obedeça ao circadiano ritmo dos homens uma poesia portanto sem o ritmo perpendicular da língua no céu cheio de uma tonalidade viva que não seja o azul celeste quero a poesia que incapacite os homens ásperos da terra incapazes da vigília letárgica de um astro que os queime. (Pedro Rodrigues de Menezes, "um cometa chamado poesia")

Pedro Rodrigues de Menezes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠pouso a mão exausta na circunscrição do objecto demorado no meu tempo
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⁠pouso a mão exausta na circunscrição do objecto demorado no meu tempo chamo-lhe qualquer coisa circunciso-lhe a consistência porque não há segredos no universo exacto a memória não é exacta os pés da terra são terríveis hastes moles árvore que se dança é tudo quanto basta. (Pedro Rodrigues de Menezes, "a mão exacta")

⁠uma crisálida indecifrável que respirasse na perpendicularidade
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⁠uma crisálida indecifrável que respirasse na perpendicularidade das minhas pálpebras como uma força vibrante e extraordinária a desenhar as novas veias fartas e cálidas do dogma filosofia ou religião paradoxais um paradoxo forte imbatível e irrefutável que fizesse esvoaçar a inércia do verão que é na memória póstuma dos outros o solstício permanentemente sombrio uma silhueta contendo os risos verdes lá atrás onde os braços descansam nus no imponente esquecimento do mundo. (Pedro Rodrigues de Menezes, "crisálida indecifrável")