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Frase de Castelo Hanssen

⁠Houve um tempo em que todos os versos eram de esperança, a mostrar um caminho por fazer Mesmo que a noite fosse escura e fria, havia sempre um jeito de poesia prá se aguardar o amanhecer. Mesmo em tempos de fome, de tristeza de guerra fria,de dor e de incerteza, havia sempre um sol na consciência, havia sempre luz no fim do túnel, a marcha da História,a curva do horizonte, para acalmar a santa impaciência. Houve um tempo em que todos os jovens eram proletários construindo seus versos libertários e fabricando um amanhã mais justo. E já se via até um novo dia de sol,de amor, de pão e de alegria, a compensar todo trabalho e susto. Houve um tempo Esse tempo passou, era tudo bobagem era tudo mentira,engodo vil A História se enganou, voltou prá trás, não existe amanhã,nem pão,nem paz nem fim do túnel,nem sonho,nem miragem. Enganamos um bobo. Primeiro de Abril !...

Castelo Hanssen

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Pensador.com

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⁠É NOITE,OS GATOS SÃO PARDOS É noite, e tudo é mentira As poças d'água na rua
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⁠É NOITE,OS GATOS SÃO PARDOS É noite, e tudo é mentira As poças d'água na rua enganam os pés incautos, o assobio engana o medo dos fantasmas e dos fatos. É noite,os gatos são pardos... Os muros todos escondem ladrões e policiais, as amizades escondem os "dedos-duros" fatais. A noite já foi suave, já foi ternura,seresta, namoro,luar e festa, conversa,banco;quintal, mas,nesta noite de medo, a gente nunca distingue qual é o amigo sincero, qual é o amor verdadeiro, e qual a flor cujo cheiro não é tóxico ou mortal. As palavras são sussurros, - as paredes têm ouvidos - as verdades são traiçoeiras, os amigos são temidos. Quem fala palavras boas pode ser falso ou vendido, quem grita está insuflando, quem cala está consentindo..

⁠POEMA CACHAÇA Eu queria fazer uma poesia que fosse cristalina como o dia
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⁠POEMA CACHAÇA Eu queria fazer uma poesia que fosse cristalina como o dia para ser consumida como o pão Uma poesia assim agridoce como a fruta do mato, pura como a água do regato melodiosa como uma canção. Uma poesia assim, que trouxesse beleza em cada rima, para ser cantada no trabalho, para ser batucada nas marmitas, para ser comentada nas esquinas. Uma poesia assim comum e popular, como a cachaça, que se bebe barato, que é de graça, que é do pobre, do rico, do sem nome. Uma poesia que todos entendessem, como todos entendem a palavra amor, ou a palavra fome.