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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

NATAL No ermo cerrado, árido, na noite, toca o sino De esperança, pressaga enche nosso ouvido Em uma toada de paz e bem, no céu subido Anunciado o Natal do Deus Menino, um hino. O presépio em glória, reza ao Filho Divino A árvore alindada, ornam o amor instituído Num armento em esplendor num só alarido Há elevar do opróbrio ao halo o pequenino E nesta lembrança onde se vence ao destino O teto de palha, a estrela, os Reis, os pastores Dobrarás os eleitos, em um respeito peregrino Humilde, mãe, Maria, das Graças, das Dores Traz o rebento de afeto, e um amor cristalino Seu Filho, na manjedoura, todos os louvores! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, dezembro Cerrado goiano Olavobilaquiando

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano