Frase de Naty Parreiras
O dia em que o concreto do arquiteto desabou O que sabes de mim Se tens meus versos Mas se a mim, de fato Nunca tivestes? O papel, mentiroso de berço É um inteiro de um amor um terço Em um terço de hora. Agora, O que tenho Arquiteto? Apenas um desenho De resto? Desenho... Ou rabisco? Nos olhos, um cisco É o que tens, Arquiteto, Pois não enxergas além da tua planta O deserto. De certo Do chão estás perto, Arquiteto, E minha cabeça no teto, aqui, perto. Enquanto és arquiteto, Sou “aquiperto”... e tão longe. Podes construir o que quiseres de frio concreto, Ergas os prédios com os quais sempre flerta, Pois enfim, caro Arquiteto, Terás poema sangrando aberto, Mas jamais o amor concreto de uma poeta.
No pensador.ai desde