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Frase de Janete Galvão

⁠SUAVES LEMBRANÇAS Hoje, lembrei de nós. Dos beijos famintos. Dos toques sem pudor. Dos sons ofegantes que marcavam nossa respiração. Do cheiro do Bvlgari — minha flor favorita — com seus cachos brancos, perfumados e encantadores, deixando o ambiente cheio de aconchego. Nunca te quis pela metade. E você… você me quis inteira. Intensamente. Lembrei dos sonhos que costuramos juntos, acreditando que tudo daria certo. Do som da tua voz, que me tirava do sério. Do teu abraço, que me trazia paz e silêncio. Sinto sua falta todos os dias. Você foi a loucura mais deliciosa e perigosa que já me tomou por completo. Um incêndio suave… Que queimou minhas certezas até que restasse apenas o desejo: me perder em você, de novo e sempre. — Janete Galvão

Janete Galvão

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Pensador.com

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Outras frases de Janete Galvão

⁠"Teu breve infinito em mim" Era um dia estranho — triste, assustador —
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⁠"Teu breve infinito em mim" Era um dia estranho — triste, assustador — como se o tempo tivesse esquecido de seguir. E, ainda assim, em meio à dor, havia você. Tão pequeno, tão puro, tão meu… Você só queria chegar, fazer parte deste mundo — do meu mundo — tocar o céu com os olhos fechados e me ensinar o amor mais fundo. Ainda sinto… as batidas suaves do teu coração, ritmando esperança dentro do meu peito. E os chutes na madrugada, como se dançasse em segredo, no silêncio sagrado da espera. Havia luz no meu ventre, e era você. Havia sonho nos meus dias, e era você. Havia um amor que não cabe em palavras, e continua sendo… você. Agora, o tempo te levou para um lugar onde meus olhos não alcançam, mas minha alma sim. E mesmo sem teus braços nos meus, você será sempre parte de mim. Pois há coisas que não precisam durar para serem eternas. Há vidas que, mesmo tão breves, nos transformam para sempre. E você, meu amor, foi a eternidade mais doce que já habitou meu coração. Em memória do amor que floresceu no ventre e vive eternamente na alma.

⁠Sob a Luz da Lamparina Era fim de tarde no interior, e o céu tingia o horizonte com tons suaves de dourado. Sentada no velho alpendre dos fundos, ela segurava um livro fechado no colo e deixava os pensamentos correrem soltos como o vento que balançava levemente as folhas do lim…
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⁠Sob a Luz da Lamparina Era fim de tarde no interior, e o céu tingia o horizonte com tons suaves de dourado. Sentada no velho alpendre dos fundos, ela segurava um livro fechado no colo e deixava os pensamentos correrem soltos como o vento que balançava levemente as folhas do limoeiro. A cadeira de macarrão rangia sob seu peso leve, como se quisesse conversar, contar histórias antigas. Ela era uma garota simples, dessas que preferem o silêncio das páginas à euforia do mundo. Enquanto tantas meninas se encantavam com festas e vestidos, ela se perdia em histórias, viajando com os personagens, vivendo outras vidas. Lia à luz de lamparinas, por gosto, a luz amarelada da lamparina deixava aquele luga com cheiro de vilarejo antigo. A claridade suave tornava as palavras ainda mais íntimas, e o ambiente mais romântico. Sempre havia uma xícara de chá de hortelã com limão ao seu lado, perfume da infância e do quintal da mãe. A saudade apertava o peito naquele dia. O pai havia decidido vender a casa. Uma notícia que lhe roubava o chão. Aquele pedaço de mundo era mais que tijolos e madeira: era o cenário das suas lembranças mais doces, dos risos em família, da presença da mãe que partira cedo demais. Ainda era possível sentir o cheiro dela em alguns cantos, principalmente ali, quando o silêncio se tornava mais profundo. Se sua mãe estivesse ali, estariam preparando o jantar juntas — talvez galinha ou peixe, os pratos preferidos dela. A comida da mãe tinha sabor de abraço. Mas agora tudo era memória. E lágrima. Chorava com frequência, mas não deixava que a dor apagasse o que havia sido belo. Mas havia um consolo naquela tarde: o amor. Ele estava para chegar. Tinha ido até a cidade comprar um livro para ela — um gesto simples, mas carregado de significado. Eram assim, cúmplices de uma ternura serena, apaixonados por coisas pequenas. O relógio marcava 18 horas e o coração dela batia mais forte, naquela expectativa bonita que só o amor verdadeiro sabe despertar. Ouviu passos. Levantou-se devagar. Sorriu, mesmo com os olhos marejados. Ele vinha vindo… e com ele, a promessa de um abraço que acolheria tudo. Ela correu ao encontrou dele. E ali, sob a luz da lamparina, o tempo voltou a ser doce [...] Janete Galvão