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Frase de Janete Galvão

⁠"Teu breve infinito em mim" Era um dia estranho — triste, assustador — como se o tempo tivesse esquecido de seguir. E, ainda assim, em meio à dor, havia você. Tão pequeno, tão puro, tão meu… Você só queria chegar, fazer parte deste mundo — do meu mundo — tocar o céu com os olhos fechados e me ensinar o amor mais fundo. Ainda sinto… as batidas suaves do teu coração, ritmando esperança dentro do meu peito. E os chutes na madrugada, como se dançasse em segredo, no silêncio sagrado da espera. Havia luz no meu ventre, e era você. Havia sonho nos meus dias, e era você. Havia um amor que não cabe em palavras, e continua sendo… você. Agora, o tempo te levou para um lugar onde meus olhos não alcançam, mas minha alma sim. E mesmo sem teus braços nos meus, você será sempre parte de mim. Pois há coisas que não precisam durar para serem eternas. Há vidas que, mesmo tão breves, nos transformam para sempre. E você, meu amor, foi a eternidade mais doce que já habitou meu coração. Em memória do amor que floresceu no ventre e vive eternamente na alma.

Janete Galvão

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Janete Galvão

⁠"Há presenças que nem o tempo apaga. Basta uma lembrança suave, e o coração — em silêncio — sorri, como quem reencontra abrigo no toque invisível da memória."
⁠Sob a Luz da Lamparina Era fim de tarde no interior, e o céu tingia o horizonte com tons suaves de dourado. Sentada no velho alpendre dos fundos, ela segurava um livro fechado no colo e deixava os pensamentos correrem soltos como o vento que balançava levemente as folhas do lim…
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⁠Sob a Luz da Lamparina Era fim de tarde no interior, e o céu tingia o horizonte com tons suaves de dourado. Sentada no velho alpendre dos fundos, ela segurava um livro fechado no colo e deixava os pensamentos correrem soltos como o vento que balançava levemente as folhas do limoeiro. A cadeira de macarrão rangia sob seu peso leve, como se quisesse conversar, contar histórias antigas. Ela era uma garota simples, dessas que preferem o silêncio das páginas à euforia do mundo. Enquanto tantas meninas se encantavam com festas e vestidos, ela se perdia em histórias, viajando com os personagens, vivendo outras vidas. Lia à luz de lamparinas, por gosto, a luz amarelada da lamparina deixava aquele luga com cheiro de vilarejo antigo. A claridade suave tornava as palavras ainda mais íntimas, e o ambiente mais romântico. Sempre havia uma xícara de chá de hortelã com limão ao seu lado, perfume da infância e do quintal da mãe. A saudade apertava o peito naquele dia. O pai havia decidido vender a casa. Uma notícia que lhe roubava o chão. Aquele pedaço de mundo era mais que tijolos e madeira: era o cenário das suas lembranças mais doces, dos risos em família, da presença da mãe que partira cedo demais. Ainda era possível sentir o cheiro dela em alguns cantos, principalmente ali, quando o silêncio se tornava mais profundo. Se sua mãe estivesse ali, estariam preparando o jantar juntas — talvez galinha ou peixe, os pratos preferidos dela. A comida da mãe tinha sabor de abraço. Mas agora tudo era memória. E lágrima. Chorava com frequência, mas não deixava que a dor apagasse o que havia sido belo. Mas havia um consolo naquela tarde: o amor. Ele estava para chegar. Tinha ido até a cidade comprar um livro para ela — um gesto simples, mas carregado de significado. Eram assim, cúmplices de uma ternura serena, apaixonados por coisas pequenas. O relógio marcava 18 horas e o coração dela batia mais forte, naquela expectativa bonita que só o amor verdadeiro sabe despertar. Ouviu passos. Levantou-se devagar. Sorriu, mesmo com os olhos marejados. Ele vinha vindo… e com ele, a promessa de um abraço que acolheria tudo. Ela correu ao encontrou dele. E ali, sob a luz da lamparina, o tempo voltou a ser doce [...] Janete Galvão

⁠No Silêncio da Lembrança por Janete Galvão Há presenças que vivem
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⁠No Silêncio da Lembrança por Janete Galvão Há presenças que vivem no canto mais secreto da alma, onde o tempo não alcança, e o esquecimento não ousa tocar. São como brisas antigas, que voltam sem avisar, num cheiro, numa música, no jeito do vento passar. Não precisam estar por perto, nem dizer palavra alguma — basta que a memória sussurre seu nome, e o coração se curva em flor. É um sorriso que nasce por dentro, como quem encontra abrigo num gesto invisível, num toque ausente, num olhar que já foi. E nesse instante breve, entre a saudade e o afeto, o mundo silencia... e a alma se aquieta. Porque há amores que não precisam de presença, para serem eternos. Eles vivem na lembrança, e florescem em silêncio dentro do peito.