Frase de matheushruiz
A fábula da recomposição Havia alguém que acreditava no amor como recomposição, mas não como acréscimo. Dizia: “que você seja o que eu não consegui ser”, porque existir sabendo que tinha aquele amor era algo mágico — e o sorriso dele era o único lugar onde queria estar. Nunca lhe fez mal. Nunca quis ferir. Mas, de repente, ele sumiu. Foi como um porto que se fecha sem aviso: nada mais seguro, o cais distante, e nenhum sinal de volta. Disseram: “quando você é jovem, você não sabe de nada.” Mas aquela pessoa sabia o que sentia. Porque uma das melhores sensações da vida é amar. E entendeu também que a maior felicidade é fazer sentido na vida de alguém e ser amado de volta. Aprendeu que amar é doação, é se dar ao outro. Mas percebeu que o amor, às vezes, fala uma língua parecida com a paixão — e por isso confunde, e por isso precisa ser pensado sem se perder na emoção. Um dia, descendo as estradas do Sul, veio uma ligação… e, enfim, a confirmação: ele se foi. E então ficou a dúvida: de que adianta conseguir o que se quer, se não é o que se precisa? Porque há um tipo de dor silenciosa: amar alguém e ainda assim ser desperdiçado. E há também aquela insistência do sentimento, quando se está apaixonado demais para esquecer. Mas, no fim, ficou um aprendizado: se nunca tentar seguir, nunca saberá o próprio valor. Moral da história: Amar não é apenas tentar recompor o que existiu, mas reconhecer quando é preciso ir além, para não se perder de si mesmo.
No pensador.ai desde