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Frase de matheushruiz

O amor não é lido nos mapas, nem visto nas estrelas. Ele é o enigma que só o coração decifra. Há sinais que não precisam ser decifrados. O amor não segue bússola, nem nasce no leste, não precisa de lógica quântica. Não escreveria sobre o amor se ele não existisse — e ele existe, porque ele é a prova. Entre todas as certezas do mundo, só o amor ousa ser mistério, quiçá ele seja o mistério escondido em si.

matheushruiz

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Se o amor não existisse, o silêncio bastaria. Se o amor não fosse real, nenhuma palavra faria sentido. O sol nasce ao leste, como sempre,
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Se o amor não existisse, o silêncio bastaria. Se o amor não fosse real, nenhuma palavra faria sentido. O sol nasce ao leste, como sempre, e a bússola cumpre seu papel sem enigma. Mas há algo além das leis do mundo, um sinal simples e ao mesmo tempo infinito: o amor — que não se explica, não se mede, apenas se reconhece. E nele, em meio às certezas da vida, existe sempre uma exceção.

Nunca cantaria sobre o amor, se ele não fosse real. Nunca escreveria sobre o amor, se ele não pulsasse em mim. O sol nasce sempre no leste,
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Nunca cantaria sobre o amor, se ele não fosse real. Nunca escreveria sobre o amor, se ele não pulsasse em mim. O sol nasce sempre no leste, a bússola não guarda segredos, apenas um sinal simples a decifrar. E, ainda assim, no meio de todas as certezas, ele é a única exceção.

Poema do encantamento Essa paixão sem tamanho é só o coração que inventa.
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Poema do encantamento Essa paixão sem tamanho é só o coração que inventa. Ele é meu azul guardado, minha esquina de silêncio e de canto. O sol me atravessa, me deixa leve, meio tonto. Esse amor que não cabe no peito não tem regra, nem medida. O vento traz canções que escrevi num rascunho qualquer de madrugada. Cada verso procura por ele, cada verso é endereço sem mapa. A poesia fez festa em mim, me deixou mais vivo que antes. Até a saudade ficou bonita, melhor que a solidão dos bancos da praça. Teu sorriso carrega o verão, teu abraço é sol de janeiro. És flor, és perfume, és destino: na beleza que é amor, respiro. Quero a vida sempre assim: com ele perto, até a última chama da vela. Eu, que descri de tudo, descobri em seus olhos a tal felicidade. Mas o medo cortou o caminho: faltou coragem em mim, faltou coragem em ti. E o amor ficou escondido do mundo. Não foi justo.

Sinfonia do amor desmedido de verão Ó paixão, incêndio vasto, desatino! Tremor da alma, furor do coração,
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Sinfonia do amor desmedido de verão Ó paixão, incêndio vasto, desatino! Tremor da alma, furor do coração, Ibaiti celeste, azul divino, polo do mundo, trono da emoção. Em ti, luz nua, pura, incorpórea, traço do eterno, mão do arquiteto, ó sol radioso, lira ilusória, inebriando o meu ser inquieto. Este amor — desmedido, infinito, ergue-se além do tempo e da razão; ao vento entrega-se, feito mito, transforma rascunho em oração. Cada verso meu, destino selado, procura-te, sombra em claridade; em tua ausência, o peito dilacerado, em tua presença, nasce eternidade. Folia que invade, poesia que inflama, saudade que é bênção, dor que consola; melhor que a solidão fria, sem chama, é ser refém da estrela que me acolha. Tu, sorriso que carrega o verão, quente alvorada de melodia; teu rosto é flor, perfume, oração, na natureza, és pura harmonia. Eis que pergunto: existe o amor? Ou é quimera, sopro, relâmpago vão? Mas no teu lume, ó doce esplendor, reconheci da vida a perfeição. Porém, faltou-nos coragem sincera: eu temi o abismo, tu o mundo; justiça não houve, só a espera deste silêncio profundo, profundo.