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Frase de Pedro Rodrigues de Menezes

⁠malmequer negro percorro pulsante o corredor de pés mudos como muros ergo o intransponível crânio nascendo e dormindo prescrito adio a translúcida sibilância malmequer fulgente e negro que levo ao peito como um sabre recito pelo adejar rítmico dos lábios salmos rituais ossos barro pó fulgurante translação das veias arde-me o míope sangue vertical escorrendo pelo lantânio e lutécio hei-de criar pedra sobre pedra farei da luz dois vítreos ciclopes pousarei nos pilares de hércules a incorpórea maldição dos deuses e levitando andarão as testas dos homens e deuses dos deuses homens sit tibi terra levis[1] requievit in pace.[2] [1] que a terra te seja leve [2] descansa em paz (Pedro Rodrigues de Menezes, "malmequer negro")

Pedro Rodrigues de Menezes

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Pensador.com

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Outras frases de Pedro Rodrigues de Menezes

⁠pouso a mão exausta na circunscrição do objecto demorado no meu tempo
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⁠pouso a mão exausta na circunscrição do objecto demorado no meu tempo chamo-lhe qualquer coisa circunciso-lhe a consistência porque não há segredos no universo exacto a memória não é exacta os pés da terra são terríveis hastes moles árvore que se dança é tudo quanto basta. (Pedro Rodrigues de Menezes, "a mão exacta")

⁠uma crisálida indecifrável que respirasse na perpendicularidade
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⁠uma crisálida indecifrável que respirasse na perpendicularidade das minhas pálpebras como uma força vibrante e extraordinária a desenhar as novas veias fartas e cálidas do dogma filosofia ou religião paradoxais um paradoxo forte imbatível e irrefutável que fizesse esvoaçar a inércia do verão que é na memória póstuma dos outros o solstício permanentemente sombrio uma silhueta contendo os risos verdes lá atrás onde os braços descansam nus no imponente esquecimento do mundo. (Pedro Rodrigues de Menezes, "crisálida indecifrável")