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Frase de Gióia Júnior

NOVOS ESCRAVOS VEDE O QUADRO DO PRESENTE NÃO É SOMENTE O GEMIDO DA RAÇA NEGRA QUE VERGA SOB O TRONCO DA OPRESSÃO É O POVO INTEIRO QUE SOFRE PRESO AOS FERROS DA MISÉRIA SOLUÇANDO FOME E ANSEIO SEM ROUPA, SEM LAR, SEM PÃO! ONTEM, OS HOMENS DA NOITE VINHAM MOLHADOS DE SANGUE TRAZENDO DE OUTRAS PARAGENS REVOLTA E REVOLUÇÃO. HOJE, É A VOZ DA POPULAÇÃO QUE BRADA POR NOVAS LUZES TRAZENDO NOS OLHOS TRISTES O ESTIGMA DA ESCRAVIDÃO. NÃO SÃO MAIS BAIXOS FEITORES OS QUE VEM PARA O BANQUETE DO SUPLÍCIO DE UMA RAÇA TRAZENDO O CHICOTE À MÃO; SÃO OS VERDUGOS DO POVO OS SENHORES DO DINHEIRO E A MISÉRIA - É O CATIVEIRO E A MOLÉSTIA - É A ESCRAVIDÃO. ONDE AS SENZALAS DE OUTRORA? O BOJO DAS NAVES TORPES? ONDE A FOME, O FRIO, A LOUCURA NA MODERNA GERAÇÃO? IDE AOS BAIRROS OPERÁRIOS VEDE LÁ OS NOVOS MARTÍRIOS NO TUGÚRIO, NO CORTIÇO, NA MISÉRIA DE UM PORÃO!

Gióia Júnior

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Pensador.com

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Outras frases de Gióia Júnior

Oração da maçaneta Não há mais bela música que o ruido da maçaneta da porta
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Oração da maçaneta Não há mais bela música que o ruido da maçaneta da porta quando meu filho volta para casa. Volta da rua, da vasta noite, da madrugada de estranhas vozes, e o ruido da maçaneta e o gemer do trinco, o bater da porta que novamente se fecha, o tilintar inconfundível do molho de chaves são um doce acalanto, uma suave cantiga de ninar. Só assim fecho os olhos, posso afinal dormir e descansar. Oh! a longa espera, a negra ausência, as histórias de acidentes e assaltos que só a noite como ninguém sabe contar! Oh! os presságios e os pesadelos, o eco dos passos nas calçadas, a voz dos bêbados na rua e o longo apito do guarda medindo a madrugada, e os cães uivando na distância e o grito lancinante da ambulância! E o coração descompassado a pressentir e a martelar na arritmia do relógio do meu quarto esquadrinhando a noite e seus mistérios Nisso, na sala que se cala, estala a gargalhada jovem da maçaneta que canta a festiva cantiga do retorno. E sua voz engole a noite imensa com todos os ruídos secundários. -Oh! os címbalos do trinco e os clarins da porta que se escancara e os guizos das muitas chaves que se abraçam e o festival dos passos que ganham a escada! Nem as vozes da orquestra e o tilintar de copos e a mansa canção da chuva no telhado podem sequer se comparar ao som da maçaneta que sorri quando meu filho volta. Que ele retorne sempre são e salvo, marinheiro depois da tempestade a sorrir e a cantar. E que na porta a maçaneta cante a festiva canção do seu retorno que soa para mim como suave cantiga de ninar. Só assim, só assim meu coração se aquieta, posso afinal dormir e descansar.

Menino Pobre Menino pobre do meu bairro, triste, existe um verso em teu olhar profundo;
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Menino Pobre Menino pobre do meu bairro, triste, existe um verso em teu olhar profundo; é que em tua pessoa subsiste a miséria tristíssima do mundo... Menino pobre do meu bairro, existe em teu olhar um sentimento fundo: choras a dor de haver um mundo triste dentro do grande e colorido mundo. Menino pobre do meu bairro, grita, para que escutem tua voz tremente, amargurada, enfraquecida e aflita; pelos irmãos que dantes não gritaram, clama nas ruas angustiosamente, exige o pão que os homens te roubaram! Gióia Júnior