Frase de Augusto dos Anjos
A um carneiro morto Misericordiosíssimo carneiro Esquartejado, a maldição de Pio Décimo caia em teu algoz sombrio E em todo aquele que for seu herdeiro! Maldito seja o mercado vadio Que te vender as carnes por dinheiro, Pois tua lã aquece o mundo inteiro E guardas as carnes dos que estão com frio! Quando a faca rangeu no teu pescoço, Ao monstro que espremeu teu sangue grosso Teus olhos - fontes de perdão - perdoaram! Oh! tu que no perdão eu simbolizo, Se fosse Deus, no Dia do Juízo, Talvez perdoasses os que te mataram!
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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