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Frase de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

Eu, a poesia e o cerrado Com os cascalhos do cerrado e as saudades em entrelinhas eu alicercei o meu versado em sulcadas poesias minhas e no horizonte além deixei os meus sonhos junto ao entardecer, porém, não foram olhares tristonhos nem sei bem se eram fados ou lamentos do árido viver só sei que eram suspiros calados mas nas trovas tinha o querer tinha poemas alados tinha eu, tinha zelo, tinha o crer... (também, tinha o poeta mineiro do cerrado em versos apaixonados.) © Luciano Spagnol – poeta do cerrado maio, 2016 – Cerrado goiano

Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

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SONETO NA MADRUGADA No cerrado, numa certa madrugada Sem saber se parava ou caminhava
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SONETO NA MADRUGADA No cerrado, numa certa madrugada Sem saber se parava ou caminhava Se me desiludia ou se me encantava Só sabia que a quimera estava calada Aí, a aflição que a saudade recordava Num céu desmarcado e de mão dada Com a solidão, ali tinha hora marcada E o silêncio então, comigo devaneava Ouvi o vento na janela dando pancada Ansiando entrar, e então, assim ficava Repetindo num bate e bate a chamada E a madrugada que o sono desprezava Grafava dor, aperto, lágrima derramada Num soneto, no qual, só suspiro coava © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 2017, 17/05, 04'35" Cerrado goiano

AGORA o cerrado tornou-se anuário um conflito de cada vez
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AGORA o cerrado tornou-se anuário um conflito de cada vez um desvario diário e no calendário, vário, era o mês foi então que o tempo eu vi num número, na saudade uma dor, que na dor eu senti cada sabor, amor, tudo banalidade pois, o hoje é aqui... © Luciano Spagnol Poeta do cerrado Setembro de 2017 Cerrado goiano

LOMBEIRA (soneto) Tardes do cerrado goiano, lombeira Tão ressequidas, de tão árida vida
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LOMBEIRA (soneto) Tardes do cerrado goiano, lombeira Tão ressequidas, de tão árida vida Tardes com a sua lentidão parida De melancolia à sombra da lobeira Horas benditas, de demora dormida Que nas horas se faz hora terceira Tardes de silêncio, tarde feiticeira Languidez na languidez desmedida Olhos serrados, sonho sem fronteira Tarde muda, do tempo, hora vencida Na imensidão bem além da porteira E nesta doce pureza a tarde caída Que poisa hora serena, por inteira As tardes, tecendo hora perdida... Luciano Spagnol Poeta do cerrado Janeiro de 2017 Cerrado goiano

FOLHAS SECAS (soneto) As saudades das lembranças não feitas Acorrentadas no passado e não dadas
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FOLHAS SECAS (soneto) As saudades das lembranças não feitas Acorrentadas no passado e não dadas Perdidas, sonhadas e até tão desejadas Assim, para a indagação, são estreitas E no como seria, são apenas fachadas Tal como viscosas felicidades suspeitas De possível outro rumo, e boas receitas Na ilusão do tempo, por suas chegadas O ser humano e suas incríveis emoções No ter e querer um prumo de intenções Quando o amor é espera em movimento Encanta-me a ação da vida, as razões As utópicas e inúteis e frágeis aflições Todas, folhas secas, levadas ao vento... © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 2017, julho Cerrado goiano