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Frase de Jaak Bosmans

Álbum do engano Tenho em lembrança a mais densa noite de meus prazeres. Ao teu lado te abraçando em suavidades e desejos. Numa noite em que tudo se revelou em amores Com perfumes sonoros, lençóis ao chão, nem eu nem você. Apenas um engano de tudo que passou. Não se contam noites como se contam dias. Mais curtos os dias, mais longas as noites quando da solidão! Naquela noite percebi apenas um beijo do nunca mais! Nada a perdoar por tudo ter sido apenas enganos. Apenas enganos de tudo que passou. Partida sem adeus, naquele sombrio dia ensolarado. A casa abandonada, retratos em cinzas na lareira. Do dia sacramentado com o contrato do engano. Jurado pra sempre na saúde e na doença, era só um ritual. Apenas o engano ali já começava... Jaak Bosmans 17-01-09

Jaak Bosmans

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Pensador.com

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Contrariando a lei da física, no amor, dois corpos ocupam sempre o mesmo espaço.
Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos
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Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos Persegui-te em saltos mortais nas alturas dos trapézios Contorci-me a caber-me inteiro em teu irrevelável interior Pouca luz, rufar dos tambores, avisam silêncio e suspense Lâmina afiada separou-te em metades que se refizeram em meu inteiro Equilibrei-me com vendas e guarda sol em cordas bambas e monociclos Palhacei-me para os sorrisos ingênuos e puros na criança de todos nós. Expelido entre fumaça saí em tua direção como homem bala sem sabor Caindo sempre em redes tecidas por pescadores de sereias e sonhos Corri ainda no picadeiro de tantas agonias e pesadelos. Onde me equilibrei em cavalgadas aladas entre estrelas e satélites. Em veloz e ruidoso show, repeti sempre o mesmo trajeto Onde a vida só existe como espetáculo, no mesmo globo da morte. Conquistei-te pela mágica do desfilar dos finos lenços multicores Que lançados aos céus, se transformaram em suave e alva paz. Na apertada malha de tantos brilhos esperou-me o cume da pirâmide Onde pousei sob o olhar da tua bela e misteriosa esfinge. Fiz bailar com doçura os elefantes do teu amargo passado E como último e anunciado impossível de todo o espetáculo Enfrentei a fera indomável da tua beleza selvagem Com o requinte que me fez domar-te com carícias e sussurros. Jaak Bosmans