Frase de Antonio Montes
NOSSO PRÓPRIO Não sei p'ra onde vou, nem seu quem sou... N'essas horas de recordações e silencio absolto no tempo, perdido entre quatro paredes... Cavalgo, nas minhas lembranças e ao remexer na juventude, despenco dessa sela mágica estatelando n'um passado, que teima em esta presente, cosendo, sonhos tão congruentes. Em remelexo nesse quarto, mexo gaveta acomodada da cômoda e me deparo com o registro das prismas 'diafragmas ' do passado, em foco neles, quintal com pé de limão, pilão sob oitão, corda de pular... E a peteca para de estapear sobre o ar. Ali na porteira um cavalo com cabresto amarrado, do outro lado, um cachorro magro um frango para ensopado... Galinhas botadeiras e um pequeno pasto com alguma cabeça de gados. Tudo se foi, tudo ficou sobre o papel fotografado, registrado para olhares vindouro. Agora, tudo serve para nos mostrar como estamos indo de encontro ao nosso próprio matadouro. Antonio Montes
No pensador.ai desde