Frase de Ricardo Maria Louro
Évora Morta - Évora morta curvada à solidão, ruas tristes, tristes ermos, calçadas e janelas que na dolência, ao passar, ansiando por perdão, gemem pelas horas a desgraça das vielas … Évora morta deleitada à solidão terra seca de melancolia que o tempo leva pela mão, na brancura, dia-a-dia … Évora morta num silêncio que vigia, num espasmo de quimera numa noite que inicia … e quase desespera! Mas quando manhã alta o Sol desponta, Évora desperta, Évora amanhece, para logo anoitecer, e voltar a ser, Évora morta!
No pensador.ai desde