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Frase de Erasmo Shallkytton

CORDÃO DO BOLA PRETA - O VERDADEIRO CARNAVAL CARIOCA Às nove horas de terça-feira no Rio de Janeiro, Na Capital da Cidade Maravilhosa, toda airosa, O calendário marcava o dia vinte e dois de janeiro, Lágrimas transformadas em chuvas são dolorosas. Espinhos traiçoeiros que exterminam a alegria, O Cordão do Bola Preta é ceifado com despejo, Oficiais de Justiça cumprem ordem judicial, Emanado da trigésima oitava vara cívil. Entregam a posse mansa e pacífica ao Condomínio, O guardião mais antigo bloco carnavalesco do Rio, Derramam nos semblantes noventa anos de glórias, Recolhem seus pertences olhando as belezas do Rio. Dívida se paga com o dinheiro e a cultura com a educação, Nem mesmo o Estado e tão pouco a Prefeitura de César Maia, Detentores de todos e quaisquer galardões, silenciaram, A morte súbita do Patrimônio da Cidade do Rio de Janeiro. Não importa o mérito da questão e tão pouco a malsinada decisão, Que aflorou em pleno mês de carnaval todos os foliões, Desencadearam no Terceiro andar da Rua 13 de maio, frustrações, No Quartel General do Carnaval Carioca, é puríssima traição. Oh Cordão do Bola Preta nem mesmo a dinheirama valeu, Lastreado pelo entusiasta Francisco Brício, não tivera valor, Com dignidade e bravura no ano cinqüenta, ele comprou, E o Condomínio do Edifício Municipal com invídia arrematou. Detentores de todos e quaisquer galardões, silenciaram, É por isso que vamos cantar neste carnaval a marchinha, Em homenagens aos Imperadores Tibério e Calígula, “Se você fosse sincera, ôôô – Aurora” Mais o sonho não acabou o Bola Preta vai às Ruas, Os deuses do Olimpo abre-alas no Rio de Janeiro, Nos clubes, botecos, bairros, avenidas e shoppings, Porque Nelson Barbosa e Vicente Paiva ordena a marcha. Então vamos cantar, pular e agitar, O Hino glorioso do Cordão do Bola Preta Quem não chora não mama Segura, meu bem, a chupeta Lugar quente é na cama Ou, então, no Bola Preta (bis) Vem pro Bola, meu bem, com alegria infernal Todos são de coração, todos são de coração Foliões do carnaval, foliões do carnaval sensacional! Se o leitor quiser cantar e pular, Aqui está a minha marchinha: uma tentação. VEM, MOÇA BONITA (marcha de carnaval) http://www.shallkytton.com/visualizar.php?idt=163742 Blaf, blef, blif, blof, bluf É você que vou amar Blaf, blef, blif, blof, bluf É você que vou amar Na hora que você chegar Eu vou logo lhe chamar Vem, pro Bola Preta Vem, pro meu carnaval Do Rio de Janeiro O ano inteiro é tradicional. Blaf, blef, blif, blof, bluf É você que vou amar Vem, moça bonita Vem, pular o carnaval Tô te esperando no Bola Preta E não demora que vai ser muito legal. Blaf, blef, blif, blof, bluf É você que vou amar Vem, moça bonita Vem, pular o carnaval Tô te esperando no Bola Preta E não demora que vai ser muito legal Blaf, blef, blif, blof, bluf É você que vou amar Blaf, blef, blif, blof, bluf É você que vou amar

Erasmo Shallkytton

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Pensador.com

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CLÉSIO COELHO CUNHA – CANTO REAL DUM JUIZ Um certo dia, um raio cruzou a “Cidade Esperança,” Levando uma tarja d’ouro quão reluzente!
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CLÉSIO COELHO CUNHA – CANTO REAL DUM JUIZ Um certo dia, um raio cruzou a “Cidade Esperança,” Levando uma tarja d’ouro quão reluzente! Nascia o menino n’Alto Turi sem tardança, Da pátria de Zé Doca se fez diligente, Levantou balizas n’ alegria familiar, Confiou as lições com a mãe sem abreviar, Erigiu-se n’alma dum homem corajoso, Abriu os doces sonhos com arco ditoso, Do Maranhão improvisou a sua nobre canção, Altivo Juiz que o povo quer: é talentoso, Um julgador cordial e tem bom coração. Foi na cidade de Zé Doca com bonança, Onde Vicente e Isabel erguera’ o Progresso, Labutas com ardor fizeram a mudança, N’anfiteatro da Grécia foi um grande sucesso, Da pecuária e educação saiu o homenageado, De Promotor ao cargo de Juiz é confiado, No baluarte da magistratura ’o Poder, É reto nas decisões e faz ’contecer, No judiciário maranhense em cada ação, É ele: Fruto imparcial dos deuses comprazer, Um julgador cordial e tem bom coração. Tão radiante tem a luz do sol na confiança, E por ser um árbitro virtuoso e excelente, Leva no cerne a modéstia numa balança, Duma nascente majestosa é competente, Por onde passa com humildade faz brilhar, Com carisma detém a força de ajudar, Nem os ventos incautos chateiam: é atencioso, Brioso nos costumes o que faz ser honroso, E o chão Gonçalvino abraça com adoração, A nobreza deste herói muito valioso, Um julgador cordial e tem bom coração. E nesta aptidão de senso crítico é aliança, Compassivo na cátedra é benevolente, Agita-se em favor do fraco com mestrança, Ato humanístico que realça decente, Num lampejar merecido para ofuscar, E são sementes de afeto sem demonstrar, Porém, todo mundo sabe quem é ele: airoso, Alteia com riso democrático e rendoso, Fala com todos e abre as portas com distinção, Democrático por natureza é lustroso, Um julgador cordial e tem bom coração. E analisa contemplando o mund’em mudanças, Das alçadas que leva a vida nesse expoente, O Juiz Clésio Cunha atua com perseverança, E na trilha do trimilênio é promovente, Erguendo no ritmo diário faz laborar, Com afeição os anseios dos humildes n’olhar, É uma missão d’alma que enobrece e custoso, Na margem jovial será sempre caloroso, Induz na mais quieta e imutável atenção, Produzindo ato de pura jurisdição, Um julgador cordial e tem bom coração. Ofertório Faz jus a oblação do canto real primoroso, Por ser um grande magistrado conceituoso, Adição qu’enobrece nesta posição, És tu Clésio! Operante da justiça atuoso, Um julgador cordial e tem bom coração.

TRAVESSIA PARA O AMOR Quando o inverno se perdeu nas paredes do teu sorriso, Eu gritei o teu nome entre cinco mil jardas no horizonte,
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TRAVESSIA PARA O AMOR Quando o inverno se perdeu nas paredes do teu sorriso, Eu gritei o teu nome entre cinco mil jardas no horizonte, E deplorei a lamentação que não voltou no meu paraíso, Seguindo os confins de olhar a tua alma na minha fonte, Carreado na velocidade da minha imaginação sem aviso, Numa dobrada de meditações que sugestiona um monte, E vou te procurar nas estrelas desse manto azul todo liso, Nem que seja preciso erguer entre nós uma grande ponte, Uma e somente uma travessia de amor, será bem preciso. Mesmo assim, eu levarei flores do meu sertão com emoção, De poder entregar nesta sedução que faz uma única paixão.

RONDÓ DE UM BEIJO SÓ Nem sei como aconteceu, O beijo que foi meu e teu,
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RONDÓ DE UM BEIJO SÓ Nem sei como aconteceu, O beijo que foi meu e teu, Foi um prazer no sertão, Quando por lá anoiteceu. Nem sei como aconteceu, O beijo que foi meu e teu, Hum... Ainda sinto o prazer, Que não desapareceu. Nem sei como aconteceu, O beijo que foi meu e teu, Com a luz do sol brilhando, Nas palmeira` é um apogeu. Nem sei como aconteceu, O beijo que foi meu e teu, Enfeitou mais o cocal, E desse amor floresceu. Nem sei como aconteceu, O beijo que foi meu e teu, Estremeceu! Minha deusa, Nada, nada se perdeu, Hum... Ainda sinto o prazer, Hum... Ainda sinto o teu afeto, Que não desapareceu.

Arquejando a flor do teu coração Se a delícia é sentir as tuas carícias, Derramando sobre o meu corpo,
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Arquejando a flor do teu coração Se a delícia é sentir as tuas carícias, Derramando sobre o meu corpo, Apertando nos elos da tua vida Eu sou o teu único navegador, Arquejando a flor do teu coração, Da emoção que pula na atração. Se as palavras voam e se perdem, Pelo menos as minhas tiveram sorte, Com suporte e sem corte, cruzaram, O rumo dos teus beijos no norte, Entre a luz infinita do longo destino, Arqueja nos lábios tão ofegantes. Eu provei com a flecha lançada no ar, O rumo certo e reto do teu coração, Com animação e amor fizera ebulição, Descortinada numa flor toda amarela, Será sempre amor com sublimação, Acobertando abraços numa aquarela.