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Frase de Erasmo Shallkytton

RONDÓ DE UM BEIJO SÓ Nem sei como aconteceu, O beijo que foi meu e teu, Foi um prazer no sertão, Quando por lá anoiteceu. Nem sei como aconteceu, O beijo que foi meu e teu, Hum... Ainda sinto o prazer, Que não desapareceu. Nem sei como aconteceu, O beijo que foi meu e teu, Com a luz do sol brilhando, Nas palmeira` é um apogeu. Nem sei como aconteceu, O beijo que foi meu e teu, Enfeitou mais o cocal, E desse amor floresceu. Nem sei como aconteceu, O beijo que foi meu e teu, Estremeceu! Minha deusa, Nada, nada se perdeu, Hum... Ainda sinto o prazer, Hum... Ainda sinto o teu afeto, Que não desapareceu.

Erasmo Shallkytton

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Pensador.com

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CLÉSIO COELHO CUNHA – CANTO REAL DUM JUIZ Um certo dia, um raio cruzou a “Cidade Esperança,” Levando uma tarja d’ouro quão reluzente!
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CLÉSIO COELHO CUNHA – CANTO REAL DUM JUIZ Um certo dia, um raio cruzou a “Cidade Esperança,” Levando uma tarja d’ouro quão reluzente! Nascia o menino n’Alto Turi sem tardança, Da pátria de Zé Doca se fez diligente, Levantou balizas n’ alegria familiar, Confiou as lições com a mãe sem abreviar, Erigiu-se n’alma dum homem corajoso, Abriu os doces sonhos com arco ditoso, Do Maranhão improvisou a sua nobre canção, Altivo Juiz que o povo quer: é talentoso, Um julgador cordial e tem bom coração. Foi na cidade de Zé Doca com bonança, Onde Vicente e Isabel erguera’ o Progresso, Labutas com ardor fizeram a mudança, N’anfiteatro da Grécia foi um grande sucesso, Da pecuária e educação saiu o homenageado, De Promotor ao cargo de Juiz é confiado, No baluarte da magistratura ’o Poder, É reto nas decisões e faz ’contecer, No judiciário maranhense em cada ação, É ele: Fruto imparcial dos deuses comprazer, Um julgador cordial e tem bom coração. Tão radiante tem a luz do sol na confiança, E por ser um árbitro virtuoso e excelente, Leva no cerne a modéstia numa balança, Duma nascente majestosa é competente, Por onde passa com humildade faz brilhar, Com carisma detém a força de ajudar, Nem os ventos incautos chateiam: é atencioso, Brioso nos costumes o que faz ser honroso, E o chão Gonçalvino abraça com adoração, A nobreza deste herói muito valioso, Um julgador cordial e tem bom coração. E nesta aptidão de senso crítico é aliança, Compassivo na cátedra é benevolente, Agita-se em favor do fraco com mestrança, Ato humanístico que realça decente, Num lampejar merecido para ofuscar, E são sementes de afeto sem demonstrar, Porém, todo mundo sabe quem é ele: airoso, Alteia com riso democrático e rendoso, Fala com todos e abre as portas com distinção, Democrático por natureza é lustroso, Um julgador cordial e tem bom coração. E analisa contemplando o mund’em mudanças, Das alçadas que leva a vida nesse expoente, O Juiz Clésio Cunha atua com perseverança, E na trilha do trimilênio é promovente, Erguendo no ritmo diário faz laborar, Com afeição os anseios dos humildes n’olhar, É uma missão d’alma que enobrece e custoso, Na margem jovial será sempre caloroso, Induz na mais quieta e imutável atenção, Produzindo ato de pura jurisdição, Um julgador cordial e tem bom coração. Ofertório Faz jus a oblação do canto real primoroso, Por ser um grande magistrado conceituoso, Adição qu’enobrece nesta posição, És tu Clésio! Operante da justiça atuoso, Um julgador cordial e tem bom coração.

TRAVESSIA PARA O AMOR Quando o inverno se perdeu nas paredes do teu sorriso, Eu gritei o teu nome entre cinco mil jardas no horizonte,
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TRAVESSIA PARA O AMOR Quando o inverno se perdeu nas paredes do teu sorriso, Eu gritei o teu nome entre cinco mil jardas no horizonte, E deplorei a lamentação que não voltou no meu paraíso, Seguindo os confins de olhar a tua alma na minha fonte, Carreado na velocidade da minha imaginação sem aviso, Numa dobrada de meditações que sugestiona um monte, E vou te procurar nas estrelas desse manto azul todo liso, Nem que seja preciso erguer entre nós uma grande ponte, Uma e somente uma travessia de amor, será bem preciso. Mesmo assim, eu levarei flores do meu sertão com emoção, De poder entregar nesta sedução que faz uma única paixão.

Arquejando a flor do teu coração Se a delícia é sentir as tuas carícias, Derramando sobre o meu corpo,
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Arquejando a flor do teu coração Se a delícia é sentir as tuas carícias, Derramando sobre o meu corpo, Apertando nos elos da tua vida Eu sou o teu único navegador, Arquejando a flor do teu coração, Da emoção que pula na atração. Se as palavras voam e se perdem, Pelo menos as minhas tiveram sorte, Com suporte e sem corte, cruzaram, O rumo dos teus beijos no norte, Entre a luz infinita do longo destino, Arqueja nos lábios tão ofegantes. Eu provei com a flecha lançada no ar, O rumo certo e reto do teu coração, Com animação e amor fizera ebulição, Descortinada numa flor toda amarela, Será sempre amor com sublimação, Acobertando abraços numa aquarela.

NEGUINHA DA ILHA DO AMOR Naquela tarde com o raio de sol no mar, Quebrando todas as ondas do meu sorriso,
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NEGUINHA DA ILHA DO AMOR Naquela tarde com o raio de sol no mar, Quebrando todas as ondas do meu sorriso, Decompondo as tristezas do meu paladar, Na Ponta da Areia de frente ao Atlântico, Ela vem contrabalançando no som reggae, Da radiola caravela que brada e soa no ar, Lá vem ela saracoteando o quadril pra cá, Minha Neguinha de olhos mágicos a brilhar, Dividindo as formosuras que me rodeiam. É no meu caribe transatlântico que vagueia, No raio azulado verde vão as minhas pupilas, Donde o sol nasce dentro do meu continente, Com mil encantos naturais dos olhos da gata, Ata em brilhos de fogos que assim se desdobra, Na razão primitiva de ser uma luxuosa mulher, É ela que chega rebolando na Ponta da Areia, A minha Neguinha africana da Ilha de São Luís, Do Maranhão é ação que me faz e me ponteia. Ela viaja o mundo dos meus sonhos em poesia, Donde o sol nasce dentro do meu continente, Mitigando transcendência que enfeitiça o tempo, Ela vem como as palmeiras do meu ouro verde, E flutua no rio perene Itapecuru da Ilha do caju, Minha Neguinha da Ilha do Amor é mais esplendor, Rebola, remexe e se sacode na via da Litorânea, Na Ponta da Areia na cabeceira do meu Atlântico, É a minha Neguinha africana da Ilha de São Luís. No calorismo que abafa a avenida dos olhos, Lubrifica e trafega na alma o meu reggae roots, De todo o litoral afro norte do meu terno Brasil, Luzindo o conjunto de minhas ilhas oceânicas, Lá vem ela pisando macio nas areias da praia, Sorrindo na Ponta da Areia do bumba meu boi, Altera a cor da mãe lua no sotaque da matraca, Faz a terra vibrar da minha Jamaica Brasileira, Dançando agarradinho faz a camisa tremer. Do coração que não para da América do Sul, Do azul do céu da água pura azul verde mar, É aqui o apogeu todo espiritual do reggae, Da minha majestosa Neguinha da Ilha do Amor, Das dunas que encobrem o céu dos azulejos, Dance, vem rebolando por todo o meu litoral, Com intrincas verdes, vermelhas e negras, Colorindo o fim da tarde entre o sol e o mar, Nesse temporal e visual vai me enlouquecer. Em versos únicos obra que sei bem fazer, É a Neguinha do meu Maranhão uma flor, Tocando as areias com os pés macios é clamor, Saia colorida da minha, tua única Jamaica, Do Forte de Santo Antônio vou sempre te olhar, Manuel Beckman é ordem e o herói do povo, Revolucionou do Maranhão até em Lisboa, Esse foi o cara que fez do seu povo o coração, Neguinha africana de São Luís do Maranhão. Desfila com sua negreja bela de uma rainha, Padre Vieira sorrir com o teu manto de cor, Viajando nas delicias dos sermões do vento, Cortando a seiva da inverdade portuguesa, Falava tão alto que se ouvia em toda a Europa, Pena reluzente do nosso torrão Jamaicano, Peixe da água doce e salgada com reflexão, Padre Vieira chamava de ar em movimento, Timbre que nomeou as ações do coração. Minha! Minha Neguinha da Ilha do Amor, Neguinha! Dance! Dance com a Tribo de Jah, Rebole, rebole e faz ginga pra cá com amor, É reggae que viaja no dia e entra no anoitecer, Furacão de som nas ondas caribenhas do amor, Sacudindo e estremecendo as paredes do sol, E a lua enamorada diz que aqui é a Jamaica, Onde o céu todo azul se encontra com o mar, Da Ponta da Areia é reggae roots do Atlântico Sul. Vislumbra a Ilha num toque de uma boa batida, Atiça todo o horizonte com as melhores pedras, É território de mar aberto pra quem quer navegar, Minha! Minha Neguinha beleza da Ilha do Amor, Neguinha! Dance! Dance com a Tribo de Jah, É aqui o azul do céu da água pura azul verde mar, Vem Neguinha, dance que eu vou sempre te amar, No balançar do teu corpo é reggae sem parar, Maranhão guerreiro das tribos e tantos encantos. Minha! Minha Neguinha da Ilha do Amor, Neguinha! Dance! Dance com a Tribo de Jah, Rebole, rebole e faz ginga pra cá com amor, Deixe as ondas nas alturas e tudo vai reinar, É o Reviver patrimônio dos teus olhinhos, Bailando do Calhau aos meus e teus brincos, Bob Marley rir o tempo todo dos requebrados, Dos quadris maneiro tão leve como as espumas, Beijando as areias da praia sem se incomodar. Na Ponta da Areia de frente ao Atlântico, Ela vem contrabalançando no som reggae, Da radiola caravela que brada e soa no ar, Lá vem ela saracoteando o quadril pra cá, Minha Neguinha de olhos mágicos a brilhar, No balançar do teu corpo é reggae sem parar, Rebole, rebole e faz ginga pra cá com amor, Deixe as ondas nas alturas e tudo vai reinar, Beijando as areias da praia sem se incomodar.