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Frase de Nane vs

Saudosismo Posso ser estranha por não gostar da vida, por me sentir enclausurada, Por não ter expectativas... Vi tantas lutas por ela (vida)! Pessoas começando a viver e já batendo na porta do céu (?). Gente querendo sobreviver (e não "viver") a qualquer preço num corredor gélido que mais parece matadouro. Vi crianças esfaceladas, sorrindo e chorando. Mães inconformadas e até uma índia rezando para que Tupã a livrasse do filho doente e "estragado". Não vejo a morte como o fim, mas uma volta ao seu verdadeiro lar. Sofro sim a falta dos meus que me antecederam nessa viagem repleta de mistérios, mas aguardo, sem pressa a minha hora de também ir (de preferência sem despedidas). Sei também e tento me preparar (mesmo sabendo que de nada adianta) para o dia que minha mãe se for (e torço muito para que seja antes de mim). Posso ser estranha por não gostar dessa vida aqui, mas não me tomem por louca. Sou apenas alguém que sente saudades de casa... Não necessariamente sou triste por não gostar da vida aqui. (Nane-09/12/2014)

Nane vs

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Pensador.com

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Amor eterno Te vi assim Tão sublime
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Amor eterno Te vi assim Tão sublime Tão fatal Tão em mim... Refiz em mim Todos os sentidos Que pensei perdidos Ou mesmo nunca nascidos E foi você Quem despertou em mim Entre o desejo e a paixão Um grande e derradeiro amor

Lava/da/ alma Não tenho a passividade dos que tem fé Nem a conformidade dos que creem
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Lava/da/ alma Não tenho a passividade dos que tem fé Nem a conformidade dos que creem Não tenho a aceitação dos que esperam O prêmio de consolação Por vezes até tento ter Mas fala alto meus instintos Explosivos e repentinos Que me fazem blasfemar (ou cobrar) O que a vida fez de mim Ou o que eu fiz da vida São paralelas tão minhas Tenho que encarar No despertar de todo dia As cobranças em brasas ditas Queimando o leito facial Feito lavas salgadas da alma Que tantas dívidas a serem pagas Por estranhas criaturas Colocadas num mesmo espaço Confinadas num abraço O amor é latente As brigas presentes A morte indigente Os corpos...pressentem (Nane-11/12/2014)

Lizandra Me encantou o olhar matreiro de Lizandra Encarando o meu de soslaio
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Lizandra Me encantou o olhar matreiro de Lizandra Encarando o meu de soslaio Aguardando com paciência eu me afastar... Seu corpo magro dentro do vestido Deixava a mostra dois "gravetos" Ainda sem curva nenhuma... O cabelo, visivelmente embaraçado Escorria-lhe pelos ombros pontudos Escondendo seu sorriso malicioso Entrei em casa e por detrás da cortina Vi quando ela, feito um relâmpago Subiu com maestria na mangueira (em meu quintal) Não mais de dez minutos Foi o que lhe bastou Para encher de mangas a sacola Desceu num salto de saltimbanco E olhou sorrateira a sua volta Procurando por alguém Saí "brava" de casa e gritei: -Peste! Espera que te pego Ela sorrindo, desandou em correria Me encantou a ousadia de lizandra Roubando minhas mangas doces Como as que eu roubava na infância (Nane-04/12/2014)

Fila indiana Segue a vida sem contestação Aceitando de cabeça baixa
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Fila indiana Segue a vida sem contestação Aceitando de cabeça baixa Do "destino," a decisão Que melhor (?) foi tomada Pouco importa as consequências A vida segue em frente E o azar é só de quem ficou E não de quem se foi Se acabou ou começou Incógnita sem um x da questão Tênue filete de dimensão Feito o crepúsculo entre o dia e a noite A brisa que sopra a calmaria Deixa para trás a ventania Da tempestade atravessada No cume da alma Segue a vida sem contestação Por pura e simples constatação De que é preciso seguir de mãos dadas Sem perguntar pra onde ir (Nane-25/11/2014)