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Frase de Ramon Pestana

Incondicional Stop! A garganta cansou A voz falhou A vida empacou Sim, está na hora de mudar melhor do que estar é como tem que ficar penso até em morrer se acaso acontecer não sei se vão perceber prefiro nem saber entre medos e tropeços pouco lhes ofereço infeliz busca do acerto apenas padeço é melhor fingir do que se ferir é melhor escapar do que se arranhar é melhor interromper do que se querer se ajoelhes a mim agora pode pedir não gosto de ti some daqui Não vou mais esperar E se eu não encontrar O que vou fazer... Novamente morrer... Então é assim... Saio daqui Me escondo ali Só não me faz infeliz E quando eu voltar Quero para você olhar Mesmo que eu tente escapar Outro alguém escalar Você tem seu lugar

Ramon Pestana

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Pensador.com

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Outras frases de Ramon Pestana

Poema incognótico Em versos personifico Pois só em versos monto-me ao ufânico
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Poema incognótico Em versos personifico Pois só em versos monto-me ao ufânico Em estrofes clamo Pois só nelas confronto-me ao aspirar São através das linhas transcorridas... Que me permito cravejar pelo que buscar Que me permito traduzir noutro patamar Nessas linhas mais que transcorridas, gestadas. Ainda para além a ser, sentidas em alvitre. Trazem em abertos fissuras, que dormiam logo a foz. Fazem em retumba ecúleos. Nascem e infecundam, todo campo espaço até longe vista. Por ser verso, reclusa. Palavra agrupada, danifica. Por discursar em proposição-emoção, universaliza. Tendem a abrigar-me ambigüidades. Tendem a encobrir-me no manifesto irracional. Lançam a sentir-me presente num solo nunca antes habitado. E, por conseqüência, já não mais chego ao meu encontro. O que é visto, é tido, o obscuro fundo. Cada vez, ao fundo, afundo. Jorra-se então de toda minha lírica um marejar. Corre, foge, o tracejo da selva. (evito!) Quando não mais o percebo: Fundiu-se por gênese n’alma. Também só, minha adjacente [o que deveria ser parte simbiótica.. Volto ao escrever Por não ser um risco, rabisco... Ou um gerundiar cursante; um particípio dissipado; Eis um eternicídio submerso. É eterno, posto que é vício. É suicídio, posto que a morte é alternância. Submerso, poucos apreciam, menos ainda, o sente. Não mais se desinencia Salta, imensuriza. Escrever é jogar-se ao vulnerável. É molhar-se de eu’s é fazer do fônico-versado sinfonia apoteótica Entrar em contato com o impalpável Com o que não se vê, nem existe. Com o que não se tem, tudo permite. É se constituir e se ler de si, para si, em si. É, sobretudo, invadir o sítio de interseção entre o transcendente e o imanente. Implica, inegavelmente, no entrar em órbita, ao encontro mais profundo da perfeição.

OSCILAÇÕES Alguns homens sempre falam a frase: “- mulheres, não consigo entendê-las”. E estes não estão equivocados, pois conviver com as mesmas é ver explodir um misto de emoções e oscilações. É realmente inútil, tentar decifrar esse imenso universo de sensibilidade, força e fr…
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OSCILAÇÕES Alguns homens sempre falam a frase: “- mulheres, não consigo entendê-las”. E estes não estão equivocados, pois conviver com as mesmas é ver explodir um misto de emoções e oscilações. É realmente inútil, tentar decifrar esse imenso universo de sensibilidade, força e fragilidade. Sua vaidade está sempre em ascensão, se sente feia, às vezes; quilos a mais, sempre. Entre cólicas e manhas. Sensatez e insanidade. Observar uma mulher é ver ela caminhar na dúvida cheia de certezas. È notar o entendimento que tem com as fases da lua, por ter também as suas. Inacreditável perceber o quanto cobram a perfeição mesmo já tendo a encontrado e ainda o quanto amam incondicionalmente e às vezes inconscientemente. Tamanha imprecisão; Qual será sua reação? Elas sorriem quando querem gritar, gritam quando querem chorar, choram quando estão felizes e ainda riem quando estão nervosas. Quando mãe, sente angústia, reza e chora, mas sempre à defender a sua ninhada; se eles bebem, se xingar ou se ferem...alguém o colocou nesse caminho, logo justiça a mãe. Essa mulher-mãe não dorme, cochila em alerta, se o filho não chega; quando bate ou castiga, apanha junto, meio a meio. Nada mais contraditório do que analisar uma mulher. Todas elas, as Eliane’s, Elaine’s, Vera’s, Rebeca’s, Priscila’s, Luciana’s ou Maria’s, da Penha ou não. São muitas vezes grandes pontos de interrogação. Mulheres duras ou fracas, mulheres de todas as raças, mulheres guerreiras, mulheres sem fronteiras, mulheres... mulheres. Por isso tudo, não somente no dia oito de março, não somente no segundo domingo de maio, não somente no dia das avós, elas merecem destaque. Mostra-nos resistência nas adversidades da vida, ela própria é vida, tem vida e gera vida. Pois ser mulher já não é apenas um gênero: é um estado de espírito.

Coisas da realidade Sobre mim correm incertezas As vertentes a se acreditar
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Coisas da realidade Sobre mim correm incertezas As vertentes a se acreditar Dissolvem-se (in)esperadamente Ser prudente em atitudes Ser fiel em princípios São facilmente ridicularizados A banalidade dos atos mais equivocados A inversão do que é certo (ou ético) para o que deve ser feito Passam a ser rotina em nossa mente juvenil (ou seria varonil?) Quando as máscaras caem Restam as marcas Na face daqueles que dessa ideologia se diferem Aparecem as manchas dolorosas do seu não escravismo A moeda de troca está no ponto mais alto destes Mas parecem enraizadas ao chão Cravadas sem compaixão E a verdade? Vamos bater na realidade Vamos seqüestrar a pequena liberdade Vamos torturar a última igualdade E agora José? Onde estão os líderes da certidão, ou melhor, da rebelião? Alguém os viu... Sumiu!

Trajetórias Durante algumas etapas em nossas vidas, ficamos sem orientação, as luzes que nos guiava dentre a penumbra da noite, parecem inesperadamente apagadas, o mesmo que dirigir numa estrada vazia e sombria com a presença total da escuridão sem ter faróis. O que nos conduzia…
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Trajetórias Durante algumas etapas em nossas vidas, ficamos sem orientação, as luzes que nos guiava dentre a penumbra da noite, parecem inesperadamente apagadas, o mesmo que dirigir numa estrada vazia e sombria com a presença total da escuridão sem ter faróis. O que nos conduzia parece se dissolver proporcionalmente com os segundo que se vão. Numa dessas etapas, chegamos ao ápice da solidão, então esquecemos as correntes que nos mantêm entrelaçados às nossas realidades. Nesses momentos, todos os medos, fraquezas, fragilidades, aparecem e ganham dimensão. Hostilizados pela nossa própria covardia. Então somos pacientes de várias patologias, por já termos perdido todos os anticorpos que ainda resistiam. Conseqüentemente nascem faces e interfaces, que anunciam a morte da nossa verdadeira identidade, surgindo personalidades que não se consolidam, apenas se moldam conforme as circunstâncias. Levando a nos associarmos a grupos que dêem a praticidade de copiarmos fielmente desde o estilo às suas aspirações, alheias ao nosso “EU”, isso por querermos ser vistos não como somos, mas como queremos ser, e como todos querem que sejamos. Fugimos de nós mesmos, corremos em busca de nos reinventar, nos pintamos de forma distante da realidade, e quando essa pintura foge dos limites do aceitável declara-se um “estado de guerra” contra nossas emoções, motivado pelo sofrimento de nos vermos realmente como somos, se quer então, escapar automaticamente de um pretérito mais-que-perfeito. Nessa batalha apenas se padece, apenas se fere, apenas se suicida – a cada dia - um pedaço de nós mesmos é perdido, é esmagado em meio a nossa intransigência. As lágrimas é o sangue que incontrolavelmente jorra do nosso corpo e alma. A melancolia saúda o desabar das muralhas que estavam abaladas, porém erguidas, cedendo espaço para que feridas ainda maiores apareçam, perdemos assim a noção de tempo e espaço, o rancor é a resposta que damos aos vendavais que presenciamos. Quando a guerra parece não ter um vencedor, a história não possuir um herói e o retrato da vida não ter uma imagem. Eis que ressurge um único sentimento, a persistência de acreditar que apenas nós, isso mesmo, apenas nós e nós mesmos, somos os únicos transformadores do nosso amanhã, e se caso não for, é melhor morrer de dor.