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Frase de Bernardo Almeida

Deuses e demônios A mentira faz dos homens homo sapiens Os demônios são todos assim Tenho conversado com dezenas deles Porém, os deuses aspiram a perfeição Ambos falham e mentem em formas E em conjecturas arrogantemente expostas Mas subdividem-se em bem e mal Sois o que podeis captar da natureza Exércitos são formados em nome do ódio Mas no amor de um Cristo qualquer, velho e ultrapassado Encontram a sua justificativa para matar e oprimir São todos servos de uma estupidez esquálida De um sinal que não deveria ser dado E de divindades mortas, mas logo ressuscitadas Nos túmulos do fanatismo catártico das religiões Bernardo Almeida (Crimes Noturnos)

Bernardo Almeida

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Pensador.com

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Outras frases de Bernardo Almeida

Amor perdido O amor não fez sentido Nesse mundo mesquinho e sem graça
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Amor perdido O amor não fez sentido Nesse mundo mesquinho e sem graça Talvez porque seja ele a presa e não o predador Não vale um latão O amor está fora de moda Quase ninguém o veste mais O amor não é incentivado E quem ama vive a ser crucificado Quem ama é taxado de besta, otário Sofredor, masoquista, palhaço Muito mais fácil é não envolver-se Usar maquiagens para disfarçar-se O amor que falta no mundo Sobra em mim, sobrecarga Mas o que isso importa Se não encontro outros corações para reparti-lo? O amor está velho, impotente Está cansado e carente O amor sente falta dos encontros Do descompromisso nunca omisso e dos sonhos a dois O amor sente falta do romantismo O amor sente falta da paixão O amor sente falta da saudade O amor sente falta da falta que ele faz O amor anda sozinho e chuta latas Frequenta diariamente os becos escuros e as ruas sem saída Esconde a sua esperança no bolso E transita sem chamar atenção O amor embriaga-se para esquecer a rejeição O amor não chora para mostrar que ainda é forte O amor está rouco e evita expressar-se O amor está louco, a ponto de suicidar-se Bernardo Almeida

É Vontade é não morrer Desejo é amar
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É Vontade é não morrer Desejo é amar Pressa é não chegar Preguiça é trabalhar Tempo é inovar Trilha é desviar Velho é reciclar Vento é navegar Conhecer é renascer Partilhar é cooperar Amizade é confiar Surpresa é desafiar Sono é sonhar Acordar é realizar Tentar é persistir Conseguir é acreditar Bernardo Almeida

Devassa Devassa e carinhosa Será esse o motivo pelo qual amo-te tanto?
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Devassa Devassa e carinhosa Será esse o motivo pelo qual amo-te tanto? Se para uns causas espanto, para mim, este é o seu encanto Meus valores definharam Mas em que eram baseados? Para te ter, esqueço o que é certo e faço tudo errado Sua boca sabe por onde descer Sua língua bem sabe o que fazer Corpo em chamas, tem doutorado em prazer Seu ser exala a paixão pelo que é E, sendo, mantém a fórmula em segredo Para não vulgarizar-se A luz que sai de ti É sábia e profana, rica e artística Preenche o meu vazio Do amor és o verdadeiro caminho E quem carrega coragem para trilhá-lo Mesmo sob olhares de reprovação Não se arrepende, nem conhece tristezas

Perdedor Eu perdi E perco quase sempre
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Perdedor Eu perdi E perco quase sempre Por opção Mas o fracasso traz um gosto Ao qual me familiarizo facilmente A perda é ridícula perto da lição Do erro faço novas escolhas E das escolhas, encontro novas opções Toda correção exige tempo Não tenho pressa A persistência é o aprendizado O aperfeiçoamento é constante Sem desanimar Vejo o quanto tudo é fútil Sutilmente apressado e finito, solitário Bernardo Almeida